Meca, Arábia Saudita - A cúpula islâmica de Meca, na Arábia Saudita, decidiu nesta quinta-feira suspender a Síria da Organização da Conferência Islâmica (OCI), informa o comunicado final do encontro.
Os participantes da cúpula chegaram a um acordo sobre "a necessidade de se acabar imediatamente com os actos de violência na Síria e de suspender este país da OCI", destaca o comunicado.
A OCI afirma a sua "profunda preocupação com os massacres e actos desumanos impostos ao povo sírio".
O secretário-geral da OCI, Ekmeledin Ihsanoglu, explicou em conferência de imprensa a decisão de "enviar uma mensagem forte do mundo muçulmano ao regime sírio". "Este mundo não pode aceitar um regime que massacra o seu povo, utilizando aviões, tanques e artilharia pesada".
"É também uma mensagem dirigida à comunidade internacional, que diz que o mundo muçulmano defende uma solução pacífica (na Síria), quer o fim do derramamento de sangue e rejeita que este problema degenere em conflito confessional e se alastre" pela região, prosseguiu Ihsanoglu.
A suspensão da Síria foi recomendada na reunião preparatória da cúpula que, durante dois dias, reuniu cerca de quarenta chefes de Estado árabes, africanos e asiáticos membros da OCI.
Apenas o Irão, aliado do regime de Damasco, rejeitou abertamente a suspensão da Síria.
A porta-voz do Departamento americano de Estado, Victoria Nuland, estimou que a decisão da OCI envia uma "forte mensagem" ao regime do presidente Bashar al Assad.