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07-08-2012 18:51

Síria
MNE português pede medidas à ONU e à comunidade internacional

Lisboa - O Ministério dos Negócios Estrangeiros português condenou hoje o regime de Damasco pelo uso da força contra a população e pediu à ONU e à comunidade internacional medidas no sentido de se pouparem vidas humanas.   


"A comunidade internacional e, designadamente, o Conselho de Segurança das Nações Unidas não pode continuar a assistir passivamente ao sacrifício diário de centenas de vidas inocentes", de acordo com uma nota do MNE.   


"(A comunidade internacional) Deve agir unida e a uma só voz, respondendo ao apelo da recente resolução da Assembleia-Geral das Nações Unidas, aprovada por esmagadora maioria, de modo a que a liderança síria entenda que só tem uma saída: a cessação das hostilidades, a saída do Presidente Assad e o início de uma transição política", indica o mesmo documento.    


O MNE português considera que a recente fuga do primeiro-ministro sírio indica que o futuro do país "está traçado".   


"A recente deserção do primeiro ministro da Síria, na sequência do anterior abandono de responsáveis políticos e militares sírios,
vem demonstrar, inequivocamente, que o futuro político do regime sírio está traçado", refere.    


"Assad, ao perseverar na violação grave dos mais elementares deveres de um Estado, ao recorrer ao uso massivo de força militar contra o seu próprio povo e ao conduzir o seu país a uma guerra civil, está cada vez mais isolado internacional e internamente" afirma o MNE.   


"Cada dia que passa tem custos intoleráveis em vidas humanas e tornará mais difícil a estabilização da Síria. O Governo Português reitera o empenho em trabalhar com os seus parceiros no Conselho de Segurança, tendo em vista a restauração da paz na Síria e a estabilidade do Médio Oriente. Nesse sentido, apela uma vez mais à colaboração daqueles que têm sido reticentes a uma acção efectiva das Nações Unidas", conclui a nota do MNE.   


O conflito na Síria já provocou 21.053 mortos desde o início da revolta, em Março de 2011, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.






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