Beirute - Os combates entre insurgentes e soldados sírios deram uma pausa neste sábado ao anoitecer na cidade de Aleppo (norte), onde o exército tenta expulsar os rebeldes, disseram os guerrilheiros de uma ONG. Segundo as mesmas fontes, os bombardeios continuam.
"O ataque contra o distrito de Salaheddine parou e seguimos o exército regular até o bairro de Hamdaniye", mais a oeste, disse à AFP o chefe do conselho militar de Aleppo, o coronel Abdel Jabbar al-Oqaidi, por telefone.
Salaheddine, que "conta com o maior número de rebeldes", segundo Rami Abdel Rahman, presidente do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), era neste sábado o principal bloco da grande ofensiva lançada pelo exército.
"O facto de os soldados não continuarem a avançar em Salaheddine não significa necessariamente uma retirada, pois a estratégia das forças regulares consiste em bombardear para provocar um êxodo e depois lançar um ataque ainda mais feroz", disse Rami Abdel Rahman neste sábado à AFP ao anoitecer.
Segundo o coronel Abdel Jabbar al-Oqaidi, o ataque foi interrompido, mas os disparos da artilharia e dos helicópteros prosseguem, destacando que "doze horas depois começo o ataque, o exército regular não pôde fazer nada na zona".
"A táctica do Exército Sírio Livre (ESL, rebeldes) consiste em mover-se de bairro em bairro, ou seja, controlar um bairro e limpá-los dos membros dos serviços de segurança e das chabihas (milícias partidárias do regime), antes de passar a outro", explicou.
"Chegamos a nos apoderar de um grande número de armas das tropas regulares, lançaremos um ataque total para a libertação de Aleppo", disse o coronel.
No sábado pela manhã, um dilúvio de fogo caiu sobre Aleppo, bombardeada e metralhada por helicópteros das forças do regime de Bashar al-Assad, que tenta controlar a capital económica do país, devastado há mais de 16 meses por uma revolta popular que se militarizou ante a repressão.