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09-07-2012 21:28

Sudão do Sul
Independência do Sudão do Sul ficou marcada por apelos à paz

Juba - A comemoração do primeiro aniversário de independência do Sudão do Sul ficou hoje marcada por apelos à paz entre o governo daquela jovem nação africana e o poder central do Sudão.

 

De acordo informações difundidas pela Rádio Vaticano, o arcebispo de Juba (Sudão do Sul), D. Paulino Lukudu Loro, e o Primaz Anglicano do Sudão, Daniel Deng Bull, abordaram os conflitos que têm marcado a separação das duas nações e sublinharam que a guerra não é “opcção” para ultrapassar divergências.

 

As Igrejas de Juba e Cartum apontam para a necessidade de construir “duas nações democráticas e livres, em que pessoas de todas as religiões, etnias, culturas e línguas gozem dos mesmos direitos.

 

Dois países que vivam lado a lado na solidariedade e no respeito recíproco”.      

 

Segundo a fonte, desde que o Sudão do Sul se tornou no 54º estado africano, a região começou a ser marcada por uma série de disputas étnicas, religiosas e territoriais, cujas consequências ameaçam tornar-se ainda mais graves do que as da guerra civil de 1983-2005, que na altura provocou mais de dois milhões de mortos e número superior de desalojados.

 

Por resolver continuam questões como a situação dos cidadãos sul-sudaneses que ainda residem no Norte, o relacionamento das comunidades cristãs com a maioria muçulmana, a demarcação de fronteiras e a partilha das receitas do petróleo, principal fonte de rendimento para as duas nações.

 

D. Paulino Loro e Daniel Bull desafiam as duas partes a um cessar-fogo e salientam que o combustível fóssil é um “recurso doado por Deus e que deveria trazer benefícios para ambos os países”.

 

Criticam ainda a corrupção que se tornou prática corrente nos meios políticos e sociais, a falta de serviços básicos de apoio às populações e a subida de preços nos bens mais necessários.

 

No campo positivo, os responsáveis religiosos destacam os progressos conseguidos na construção de uma identidade nacional para o Sudão do Sul e a aposta que tem sido feita, ao longo do último ano, no melhoramento das vias de comunicação e outras infraestruturas.

 

Com uma área semelhante à Península Ibérica, o Sudão do Sul é composto atualmente por cerca de oito milhões de habitantes.






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