São Paulo - A Amazónia pode vir a sofrer uma grande extinção de vida animal até 2050, indica um estudo publicado esta semana pela revista Science.
Segundo o estudo, denominado "Extinction Debt and Windows of Conservation Opportunity" ("Dívida da Extinção e Janelas de Oportunidade de Conservação",) as extinções de vertebrados na Amazónia foi mínima até ao momento, porque os animais que viviam em áreas desflorestadas migraram.
A maioria das extinções ainda estará por vir, com o aumento da competição por recursos. O estudo refere que os cenários reais de desflorestação sugerem que a Amazónia irá perder uma média de nove espécies vertebradas e ter mais 16 em vias de extinção em 2050.
O estudo adianta que é possível diminuir os efeitos da desflorestação através da concentração de esforços nas áreas mais prejudicadas.
O novo método de prever extinções ao longo do tempo foi desenvolvido por três pesquisadores do Reino Unido e dos Estados Unidos: Robert M. Ewers, Oliver R. Wearn e Daniel C. Reuman, e aplicado à Amazónia.
Na mesma edição da Science, o investigador brasileiro Thiago Rangel, da Universidade de Goiás, comenta o estudo e refere que a construção de barragens, a redução das unidades de conservação e o Código Florestal permissivo em relação à desflorestação pode inverter o panorama optimista dos últimos dez anos em relação à sobrevivência das espécies.