Brasília - Uma delegação de senadores e de produtores rurais do Paraguai defendeu nesta terça-feira a destituição do presidente Fernando Lugo e criticou a decisão de excluir o novo governo paraguaio da próxima reunião do Mercosul.
"Estão dizendo que violamos o direito de defesa de Lugo, mas nos impedem de participar da reunião do Mercosul, rejeitam a exposição dos nossos argumentos", disse o senador Miguel Saguier, chefe da comissão constitucional do Senado do Paraguai.
Saguier lidera um grupo de dirigentes paraguaios que viajou ao Brasil para dar sua versão sobre o processo sumário de
impeachmente contra Lugo, após a morte de seis policiais e 11 sem-terra durante a desocupação de uma fazenda.
Brasil, principal parceiro comercial do Paraguai, rejeitou o "processo sumário" contra Lugo e chamou para consultas seu embaixador em Assunção, além de analisar sanções adicionais por parte do Mercosul, integrado ainda por Argentina e Uruguai.
Por decisão dos demais membros do Mercosul, o Paraguai não participará da cúpula do bloco prevista para quinta e sexta-feira na cidade argentina de Mendoza.
"Não estamos querendo matar a democracia paraguaia (...), não podem nos acusar de violar os direitos", afirmou Saguier antes de se encontrar com senadores brasileiros.