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23-02-2012 6:15

Síria
Vinte e quatro civis e dois jornalistas ocidentais mortos em Homs

Damasco - Vinte e quatro civis sírios e dois jornalistas ocidentais morreram quarta-feira num bombardeamento da
cidade rebelde de Homs, na Síria, onde o principal grupo opositor já não descarta a possibilidade de uma intervenção
militar para pôr fim à repressão.


              
A comunidade internacional tenta instaurar uma trégua para enviar ajuda humanitária de emergência a Homs, apesar de
Rússia, aliada do regime do presidente Bashar al Assad, ter  reiterado a sua oposição aos "corredores humanitários"
propostos pela França.


              
Quarta-feira, pelo menos 24 civis sírios morreram em Baba Amr, um bairro de Homs, cidade do centro da Síria bombardeada pelo
exército desde 04 de Fevereiro.


              
Outros oito civis morreram na província de Idleb (noroeste), segundo o opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos
(OSDH). Segundo a entidade, cerca de 7.600 pessoas, na maioria civis, morreram desde o início da revolta contra o regime
há 11 meses.


              
Também morreram no bairro de Baba Amr dois jornalistas, a americana Mary Colvin, de 56 anos, que trabalhava para o jornal
britânico Sunday Times, e o francês Rémi Ochlik, 28 anos, fotógrafo da agência IP3 Press, segundo as autoridades francesas.


              
Eles morreram durante um bombardeamento ao bairro de Baba Amr, que atingiu um apartamento que funcionava como "centro
de imprensa" para jornalistas clandestinos na cidade, anunciaram militantes sírios contra o governo, no 19º dia de
bombardeamentos incessantes em Homs pelas forças do governo.


 
Três ou quatro outros jornalistas estrangeiros também ficaram feridos", declarou o militante Omar Chaker em Baba Amr,
principal alvo das tropas do governo.


              
Os Estados Unidos afirmaram que a morte dos jornalistas demonstra a "brutalidade" do governo.


              
Para o presidente francês Nicolas Sarkozy, a morte de dois jornalistas "mostra que já basta, o regime deve partir".


              
A Rússia também condenou o facto e afirmou estar "muito preocupada" com o ocorrido. Mas as autoridades de Damasco
declararam que "não estavam a par" da presença dos jornalistas, que entraram na Síria clandestinamente dadas as
drásticas restrições impostas pelas autoridades à imprensa.

 






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