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23-02-2012 6:03

Cuba
Turista italiano morre ao cair do 2º andar de prédio

Havana - Um turista italiano morreu ao cair do segundo andar de um edifício estatal na cidade de Holguín, no nordeste de
Cuba, um facto ainda a ser investigado pelas autoridades da ilha, anunciou quarta-feira à AFP um funcionário da embaixada
da Itália em Havana.


              
Roberto Avelli, de 41 anos, "morreu dia 14 de Fevereiro" por  causa "do traumatismo craniano" que sofreu ao cair do segundo
andar do Escritório de Imigração e Estrangeiros de Holguín, 730 km a nordeste de Havana, explicou o funcionário, que preferiu
não revelar a sua identidade.


              
Destacou que a imprensa italiana "divulgou muitas hipóteses"  sobre o incidente, que "ainda não tinham sido provadas" e que,
após a queda, os médicos cubanos realizaram em Avelli uma  cirurgia na cabeça para tentar salvar sua vida, que não deu
resultado por causa da "gravidade" das feridas.


              
"As autoridades cubanas realizam as investigações correspondentes e nos comunicarão os resultados o quanto antes", pois temos "a prioridade de oferecer à família uma informação comprovada", anunciou o funcionário, informando que o turista chegou a Cuba  no dia 06 de Fevereiro com três amigos, mas logo se separou deles para viajar a Holguín.


              
Segundo a imprensa italiana, o acidente aconteceu quando Avelli e outro jovem espanhol, em estado grave, caíram depois de o
muro de protecção da varanda do segundo piso do edifício ceder.


              
Vizinhos do lugar confirmaram por telefone à AFP essa versão dos factos, que não foi divulgada por nenhum veículo da
imprensa cubana, todos sob controlo estatal.


              
O jornal italiano Corriere della Sera destacou na terça-feira que Avelli, cujo corpo será repatriado para o seu país "depois da
autópsia", tinha manifestado aos seus amigos "o interesse de voltar ao seu país antes" do previsto e a familiares da Itália que
se "sentia desconfortável" e "talvez seguido por alguém".


              
"São situações que só podem ser esclarecidas pelas autoridades cubanas", disse o funcionário.


              
A AFP não conseguiu falar com os funcionários da embaixada da Espanha em Havana.






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