Rio de Janeiro - A greve de polícias militares na Baía, região nordeste do Brasil, será mantida, mesmo após a desocupação do edifício da Assembleia Legislativa, onde os manifestantes estavam acampados desde a semana passada.
A decisão foi tomada pelos grevistas numa assembleia realizada após a desocupação, informa a imprensa brasileira.
Uma nova reunião da categoria foi marcada para a tarde de hoje, quando se espera que o Governo tenha lançado uma contrapartida para o fim da paralisação.
Os grevistas recusaram a proposta feita até ao momento, de um reajuste salarial de 6,5 por cento.
Na manhã de hoje, o movimento perdeu dois dos seus líderes, que foram presos ao deixarem o edifício onde estavam acampados.
Um deles, o polícia Marco Prisco, foi detido após ter sido surpreendido, através de escutas telefónicas, a incentivar actos de vandalismo na cidade. As escutas foram divulgadas pela TV Globo.
Em entrevista ao jornal local "Estado de São Paulo", o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Orestes Dalazen, considerou a greve "ilegal".
Para Dalazen, não se trata de "greve", mas sim de um "motim", com ameaças de se espalhar para outros Estados.
Já o secretário de Segurança Pública da Baía, Maurício Barbosa afirmou que 90 por cento dos polícias estão a trabalhar e que a sensação de insegurança foi gerada principalmente pelos actos de "terrorismo" em Salvador.