Berlim - O ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, anunciou nesta quinta-feira a expulsão de quatro
diplomatas da Embaixada Síria na Alemanha.
A decisão surge dias após a prisão de um sírio e de um libanês acusados de espionagem de opositores do regime de Bashar al-Assad no país.
O embaixador da Síria em Berlim foi avisado da decisão e compareceu num encontro com as autoridades do governo alemão.
Em comunicado, Westerwelle alega ter deixado clara sua discordância “com a repressão contra membros da oposição síria” dentro do território alemão.
A Alemanha é uma das nações mais críticas de Bashar al-Assad e, há meses, vive tensões entre activistas pró-democracia e instituições oficiais do regime de Damasco.
No último mês de dezembro, Ferhad Ahma, um político de ascendência síria filiado ao Partido Verde alemão, foi espancado no
seu apartamento. Na ocasião, parlamentares do seu partido ligaram o ataque ao serviço secreto da Síria.
No último dia 03 de fevereiro, a Polícia de Berlim foi accionada pela Embaixada Síria para tentar conter vinte pessoas que invadiam e
depredavam o edifício.
Os escritórios da representação tiveram móveis destruídos e suas paredes pichadas com slogans contrários ao regime de Bashar
al-Assad.
Na ocasião, Westerwelle condenou o incidente e reforçou que o governo alemão é responsável pela segurança de todas as instâncias diplomáticas no país.
As estimativas da ONU já contabilizam mais de cinco mil mortes após 11 meses de levantes populares. Por sua vez, o governo sírio diz que os opositores são "terroristas" islâmicos que já mataram 2 mil soldados e policiais.