Washington - O governo dos Estados Unidos expressou sexta-feira a sua preocupação com o anúncio do líder da rede terrorista Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, de que a milícia radical islâmica somali Al Shabab se incorporou à organização.
"É algo perigoso, e se soma as nossas preocupações sobre a Al Shabab e o perigo que ela representa" na região onde actua, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, na sua conferência de imprensa diária.
A funcionária ressaltou que Washington "não pôde verificar independentemente" as informações da imprensa sobre a união de ambos os grupos, mas está "analisar as consequências" que o facto poderá ter.
Zawahiri anunciou quinta-feira a aliança com a Al Shabab, que controla boa parte do centro e do sul da Somália e luta contra as tropas do governo de coalizão do país e da Missão da União Africana para instaurar um estado muçulmano.
Num vídeo divulgado na internet, o líder da Al Qaeda explicou que a união tem como fim "apoiar o bloco jihadista que luta contra a campanha sionista e cruzada em Cabul, Bagdad e Mogadíscio".
"Hoje anuncio uma boa notícia para nossa nação islâmica, que dará alegria aos crentes e prejudicará os cruzados, esta notícia é a adesão do movimento dos 'mujahedin' Al Shabab à organização Al Qaeda", disse Al-Zawahiri.
O dirigente terrorista reconheceu o papel da milícia em enfrentar "o ataque dos Estados Unidos, Etiópia e Quénia contra o Islão na Somália" e pediu que o grupo sequestre cristãos e judeus para trocá-los por presos islamitas.
Por sua parte, o líder da Al Shabab, Ahmed Godane, jurou lealdade a Zawahiri e à lei islâmica.