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11-02-2012 11:25

Resenha Internacional
Conflito sírio, frio na Europa e as primárias norte-americanas dominam o noticiário da semana

Luanda – A intensificação da violência na Síria, a continuação do frio na Europa, a reviravolta nas primárias do partido republicano nos EUA e a crise nas relações entre a Argentina e a Grã-Bretanha, entre outros, foram os destaques da imprensa mundial nos últimos sete dias.

 

A violência na Síria tomou proporções perigosas esta semana, traduzida em mortes e destruição, devido a intensos bombardeamentos, atentados a bomba e combates de rua. 

 

Dois ataques com carro-bomba ocorreram sexta-feira em Alepo, a segunda maior cidade da Síria, coincidindo com a entrada de tanques de combate na região de Homs, devastada após uma semana de intensos bombardeamentos, uma violência que custou neste dia a vida de 72 pessoas em todo o país.

 

O governo sírio atribuiu os atentados de Alepo, os primeiros desse tipo registados na cidade, pulmão económico do país, a "grupos terroristas" os quais acusa de provocar, desde meados de Março passado, a revolta contra o presidente Bashar al Assad.

 

 A oposição, no entanto, responsabilizou o governo pelos atentados, acusando-os de querer, dessa forma, desviar a atenção da repressão realizada em Homs.

 

Ocidentais e russos realizam uma disputa sobre a Síria, com os primeiros a denunciar os "massacres" do regime e com os segundos a manterem seu apoio a Damasco.


   
A Liga Árabe vai reunir-se domingo no Cairo para abordar a situação na Síria.


  
Entretanto, 400 crianças morreram na Síria desde o começo da revolta contra o regime do presidente Bashar al Assad em Março de 2011, anunciou nesta terça-feira Marixie Mercado, porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

 

Devido a deterioração da segurança no país, os Estados Unidos encerraram, na segunda-feira sua embaixada na Síria e retiraram os últimos membros do pessoal diplomático que permaneciam na delegação.O gesto foi seguido por três países europeu, nomeadamente França, Itália e Espanha, que chamaram os seus embaixadores no país árabe “para consulta”.

 

Outro destaque na semana que hoje termina foi o frio glacial que está a congelar rios na Europa e que, até sexta-feira, já provocou a morte de pelo menos 590 pessoas, na sua maioria moradores de rua.

 

O Danúbio congelado por centenas de quilómetros, milhares de pessoas isoladas pela neve, e um novo registo de 590 mortes. O frio glacial persiste na Europa e pode piorar neste fim-de-semana.


              
             
Em todo o continente, particularmente no leste, o frio continua a matar. Na manhã desta sexta-feira foram confirmados 590 mortos.

 

O papa Bento XVI pediu na quarta-feira aos fiéis e organizações católicas que manifestem a sua "solidariedade" e "generosidade" às vítimas da onda de frio que já tinha causado 480 mortos em apenas dez dias na Europa.

 

A Ucrânia é o país mais afectado, com 136 pessoas mortas até terça-feira. Na Polónia, o número de vítimas chega a 74.

 

Nos últimos sete dias, registou-se uma reviravolta nas eleições primárias para escolha do candidato do Partido Republicano que defrontar Barack Obama na corrida à Casa Branca, com Mitt Romney a admitir que ainda tem muito trabalho para frente.

 

Com efeito, na terça-feira, o ultraconservador católico Rick Santorum venceu as primárias republicanas nos estados do Colorado, Minnesota e Missouri, e ganhou força para as próximas etapas da disputa pela indicação do candidato do Partido Republicano para enfrentar o presidente Barack Obama na eleição de Novembro.

 

Por isso, Mitt Romney admitiu quarta-feira que o seu caminho até receber a indicação republicana à Casa Branca ficou mais difícil depois das surpreendentes vitórias de Rick Santorum.

 

Entretanto, uma pesquisa publicada segunda-feira revelou que o presidente Barack Obama ganhou uma boa distância em relação a seu provável adversário republicano Mitt Romney.          

 


De acordo com a sondagem da ABC/Washington Post, se as eleições presidenciais de 6 de Novembro acontecessem naquele dia, o presidente teria 51 por cento dos votos contra 45 por cento para Romney. Se o adversário fosse o ultraconservador Newt Gingrich, a diferença seria de 54 contra 43 por cento.

 


Outro assunto que foi destaque durante a semana é teve a ver com a crise da divida grega, cujo esforço para a sua solução permitiu alcançar um acordo final, apesar de precário.

 

Com efeito, o governo grego de coligação chegou a um acordo final sobre medidas de rigor pedidas pelos credores do país - a UE e o FMI - para desbloquear um novo plano de resgate que evitará a falência de Atenas, indica informações de uma fonte governamental, confirmadas pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi.

 

Entretanto, a Grécia viveu na terça-feira a primeira greve geral convocada pelas centrais sindicais dos sectores privado e público para protestar contra um novo pacote de medidas de austeridade que o governo está a negociar com os credores do país.

 


Também foi manchete na comunicação social internacional o facto do ministro dos Negócios Estrangeiros argentino, Héctor Timerman, ter apresentado ao Conselho de Segurança da ONU uma denúncia de militarização do Atlântico Sul, depois da Grã-Bretanha de enviar um moderno destróier às Ilhas Malvinas, cuja soberania é disputada pelos dois países.

 

"Vim às Nações Unidas para fazer uma denúncia contra a Grã-Bretanha pela militarização do Atlântico Sul", afirmou Timerman, depois de reunir-se, em Nova Iorque, com o secretário-geral da ONU, Ban ki-Moon.

 

No encontro, o ministro entregou uma cópia da carta de denúncia que enviará mais tarde ao presidente do Conselho de Segurança.

 

Por sua vez, a Grã-Bretanha rejeitou as acusações da Argentina de que estaria a militarizar o Atlântico Sul depois de a presidente Cristina Kirchner afirmar que vai reclamar na ONU as disputadas Ilhas Malvinas.

 

O porta-voz do primeiro-ministro David Cameron declarou que as defesas britânicas continuavam inalteradas na região, apesar de um aumento das tensões antes do 30º aniversário da guerra que foi travada pelos dois países pelo arquipélago.

 

"Não estamos a militarizar o Atlântico Sul. Nossa postura defensiva no Atlântico Sul continua a mesma", disse o porta-voz Downing Street aos repórteres.

 






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