Quito - As autoridades italianas encontraram 40 quilos de cocaína numa mala do corpo diplomático do Equador, informou nesta quinta-feira o chanceler do país, Ricardo Patiño.
Em conferencia de imprensa, o ministro explicou que a mala passou no Equador por todos os controles antidrogas antes de sair e que a cocaína teria sido introduzida em "parada intermediária em algum país".
Ele acrescentou que duas pessoas foram detidas, nenhuma da missão diplomática do Equador na Itália ou da Chancelaria.
Um dos detidos é Cristian Loor, que solicitou à Chancelaria apoio para enviar mostras de produtos para apresentar uma obra de teatro que promoveria o turismo no Equador e conscientizaria sobre a importância das ilhas Galápagos e da conservação ambiental.
Para concretizar o transporte dos produtos, Loor recorreu à Chancelaria após informar sobre "problemas técnicos nas alfândegas"
para a mudança de vestuário, cenografia e o restante do equipamento, disse Patiño.
Os produtos foram embarcados em dez caixas que continham "mostras dos patrocinadores e material promocional da obra", disse
Patiño, ao reiterar que a mala cumpriu o procedimento de revisão antinarcóticos após a qual foi entregue à empresa TNT,
encarregada do transporte.
Em meados de janeiro, explicou o ministro, a missão diplomática do Equador na Itália informou que a Polícia italiana encontrou em oito das dez caixas enviadas "jarras com droga em um total aproximado de 40 quilos".
"Isto nos surpreendeu e nos gerou um enorme desgosto", disse o chanceler, ao afirmar que têm a informação de que "essa mala fez
uma parada intermediária em algum país". "Não conseguimos entender como alguém no caminho fez uma abertura na mala e
introduziu a droga", comentou.
Patiño não quis identificar o lugar onde a paragem foi feita.
A mala diplomática contém a correspondência ou objectos de uso oficial que um país envia a suas representações no exterior e está
protegida pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961, que estabelece que "não poderá ser aberta nem retida".