Islamabad - O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, disse que deixar o cargo não é uma opção para ele e que ninguém lhe pediu para renunciar, respondendo assim às especulações de que os poderosos militares do país querem que ele deixe a função.
"Ninguém me pediu isso ainda. Se alguém pedir, eu lhe direi", afirmou Zardari, que parecia estar bem-humorado depois de submeter-se a um tratamento médico em Dubai, nos Emirados Árabes, no mês passado.
Ele fez a declaração numa entrevista gravada, concedida a um dos mais populares apresentadores da TV paquistanesa.
Zardari está a enfrentar a sua maior crise política desde que assumiu o poder, em 2008, por causa de um memorando não assinado enviado ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) no qual buscava a ajuda norte-americana para se impor sobre os generais paquistaneses, que governaram a nação em mais da metade da sua história.
Embora o seu cargo seja meramente cerimonial, Zardari detém considerável influência por ser líder do partido governista. Qualquer saída forçada da presidência seria uma humilhação para a liderança civil e poderia mergulhar o país num período de turbulência.