Havana – A taxa de mortalidade infantil voltou a cair em Cuba, em 2011, mantendo-se a tendência que se verifica nos últimos quatro anos, e que coloca o país neste sector da saúde pública no topo de todas as nações do continente americano.
A revelação consta do boletim informativo da direcção nacional de estatísticas do Ministério cubano da Saúde publicado neste sábado e citado quarta-feira pelo jornal "Granma".
Segundo o documento, "como consequência da política sanitária do Governo revolucionário", que garante os serviços de assistência médicas as mães e filhos, Cuba alcançou no ano que terminou uma taxa de mortalidade infantil inferior a cinco (5) por cento, a melhor de todo continente americano.
Os dados daquele departamento ministerial cubano informa ainda que no ano de 2011 ocorreram 133 063 nascimentos, um aumento de 5 317 em relação a 2010.
Sete, das 15 províncias, prossegue o informe, conseguiram taxas abaixo de 4,9, nomeadamente, Tunas (3,5), Artemisa (3,9), Pinar del Rio (4,0), Holguín (4,0), Havana (4,3), Ciego de Ávila (4,4) e Granma (4,4).
As autoridades da saúde cubana destacam no relatório que dos 168 municípios do país, a mortalidade infantil foi de zero em 17, durante o ano todo.
Peritos chamados a comentar as performances de Cuba neste campo, segundo o "Grama", afirmaram que o mesmo se deve “a vontade e decisão política, um alto grau de escolaridade da população e um abrangente programa de vacinação”.
Contribuem igualmente para os "excelentes indicadores de mortalidade infantil o sistema sanitário universal, acessível e gratuito que resgata agora a concepção inicial do Programa do Médico e Enfermeira da Família", implementado na ilha.
A isto, diz a fonte, se junta a alta qualificação científica e técnica dos trabalhadores da saúde, com sua providencial entrega e solidariedade humana.
Em Cuba, no início da gravidez estabelece-se a classificação do risco genético, o estudo da hemoglobina para identificar portadoras de anemia drepanocítica, em caso da gestante ser portadora, pratica-se o estudo ao esposo, e ao filho, quando necessário.
Também se faz Ecografia genética no primeiro e segundo trimestres de gestação, e um estudo de alfa-fetoproteína para a identificação de defeitos do sistema nervoso central. As gestantes de 37 e mais anos, as de maior risco de ter um bebé com doenças devido a alterações cromossómicas (Síndrome de Down, por exemplo) têm a possibilidade de realizar um estudo pré-natal citogenético.
Afirmam especialistas do Programa de Atenção Materno-Infantil que é possível conseguir ainda maior segurança para a mulher e a sua descendência, e fazem uma chamada a auto responsabilidade das mulheres em idade fértil para que estabeleçam uma adequada planificação familiar.
Os médicos de família oferecem essa atenção e fazem um acompanhamento dos transtornos ligados ao risco preconcepção. Por isto, orienta-se que a mulher inicie as consultas com mínimo de seis meses antes de planificar uma gravidez desejada. Estes riscos estão relacionados fundamentalmente com a mal nutrição, anemia, hipertensão, diabetes, infecções dos aparelhos reprodutivo, urinário e respiratório (asma).
Em jeito de comparação, o órgão oficial do partido comunista cubano refere que os Estados Unidos, que mantém “uma criminosa guerra económica de meio século contra nosso país, regista uma mortalidade infantil de 7 por cento, porém atendendo as humilhantes desigualdades entre ricos e pobres, nas camadas onde habita a população mais desprovida esta taxa é, no mínimo, 2,5 vezes superior.
O diário testa que "aproximadamente sete milhões" de crianças, nos Estados Unidos, carecem de cobertura sanitária.