Paris - O ex-director do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, defendeu neste domingo o perdão da dívida da Grécia, e reprovou a atitude dos dirigentes europeus que, segundo ele, "não medem a magnitude da crise que afecta toda a zona do euro".
Interrogado pela televisão francesa TF1 sobre a ideia de perdoar a dívida, Strauss-Kahn afirmou: "essa é a ideia".
"Vemos que a dívida é massiva e que temos que reduzi-la a qualquer preço, menos ao preço da recessão" afirmou.
Strauss-Kahn reprovou a atitude dos dirigentes da zona do euro. "Eles postergam o problema ao condicionar os seus empréstimos à Atenas a exigências draconianas em termos de austeridade", disse.
"A bola de neve cresce, e a dificuldade é cada vez maior, e o crescimento está cada vez menos presente", analisou.
Dominique Strauss-Kahn também criticou a lentidão dos europeus em aplicar as suas decisões, referindo-se ao acordo adoptado em 21 de Julho sobre um novo plano de resgate para Grécia de 160 biliões de euros.
"O tempo da economia é mais rápido que o tempo da política", disse.
Strauss-Kahn falou neste domingo pela primeira vez depois de renunciar ao FMI, em Maio passado, dias depois de ser acusado de agressão sexual num hotel de Nova Iorque.