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17-09-2011 13:07

Resenha internacional da semana
O 10º aniversário de 11 de Setembro e a agitação no Médio Oriente dominam noticiário da semana


Luanda - As homenagens relativas às vítimas dos atentados terroristas  de 11 de Setembro de 2011, as agitações políticas no Médio Oriente, designadamente na Síria, a “determinação” dos palestinos em ser membros da ONU,  entre outros, foram os assuntos que dominaram o noticiário internacional na semana que hoje termina.

 

Nos Estados Unidos da América, uma cerimónia em memória das quase 3.000 vítimas dos atentados do 11 de Setembro de 2001 foi realizada domingo em Nova Iorque nas presenças do presidente Barack Obama e do seu predecessor George Bush.

 

“Como há 10 anos, o céu estava muito azul sobre Manhattan”, disse Obama, enquanto se dirigia ao seu lugar na tribuna e um coro entoava as estrofes do hino nacional americano.

 

Nova Iorque observou um minuto de silêncio, para marcar o momento exacto quando, há 10 anos, o primeiro dos dois aviões sequestrados atingiu uma das torres do World Trade Center, começando os ataques do 11 de Setembro.

 

Pouco depois do segundo minuto de silêncio, às 9h03, para lembrar do momento em que o segundo avião sequestrado atingiu a torre sul do WTC, a guarda de honra abriu as portas do Memorial, parque inaugurado para recordar os mortos nos ataques.

 

A maioria ficava com os olhos perdidos na água das fontes. Rosas e bandeiras americanas foram as principais oferendas deixadas pelas pessoas no local, aberto ao público na segunda-feira. Muitos gravavam com lápis o nome de quem perdeu na programação oficial dada pelas autoridades.

 

À par do 10º aniversário de 11 de Setembro, o mundo acompanhou, suspenso, as notícias em volta da “determinação” dos palestinianos em pedir a sua adesão as Nações Unidas, já na próxima semana.
 

Na quarta-feira, o ministro palestiniano dos Negócios Estrangeiros, Riyad al-Malki, reiterou que o presidente Mahmud Abbas “apresentará no dia 23 de Setembro o pedido de adesão de um Estado palestiniano à ONU, excepto no caso da oferta de uma alternativa crível".

 

"O presidente apresentará a solicitação no dia 23, excepto no caso de uma proposta crível para a retomada das negociações", disse Malki, em referência aos contactos em curso entre Estados Unidos e os países europeus.

 

Logo a seguir as declarações do governante palestiniano, o vice-ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Danny Ayalon, respondeu que o pedido de adesão do Estado da Palestina à ONU marcará o fim de todos os acordos feitos com os palestinianos.

 

"Se os palestinianos tomarem uma decisão unilateral, esta significará a anulação de todos os acordos, e libertará Israel de todos os seus compromissos, recaindo toda a responsabilidade sobre os palestinianos", afirmou Ayalon.

 

Mais claro foi o próprio o ministro israelita das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, ao advertir, na quarta-feira, aos palestinianos sobre as "consequências duras e graves" de seu iminente pedido de adesão de um Estado da Palestina à ONU.

 

"O que posso dizer com a maior certeza é que, a partir do momento em que passam a uma decisão unilateral, teremos consequências duras e graves", afirmou Lieberman em um discurso público no sul de Israel.

 

Por sua vez o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou que “a votação na Assembleia-Geral das Nações Unidas para reconhecer um Estado palestino será uma distracção" no caminho para a paz com Israel.

 

No Afeganistão, durante os últimos sete dias, pelo menos 21 rebeldes morreram durante um confronto com as forças afegãs e internacionais na província de Badakhshan, informou o porta-voz do governador da província, Abdul Maroof Rasikh, citado pela agência local "AIP".

 

Ainda no Afeganistão, um grupo de talibãs provocou na terça-feira, várias explosões no centro de Cabul, junto à embaixada dos Estados Unidos e ao quartel-general da OTAN.

 

De acordo com a fonte da polícia que prestou informação, a tarde teve início um tiroteio. O quartel-general da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), no centro de Cabul, foi atacado.

 

Os talibãs reivindicaram um grande ataque suicida contra os serviços de inteligência afegãos e estrangeiros em Cabul, onde foram ouvidas muitas explosões e tiros em vários pontos do centro da cidade.


Entretanto, os EUA instaram quinta-feira, o Paquistão a tomar medidas para evitar ataques como os realizados contra a embaixada americana e quartel-general da OTAN em Cabul, que matou 11 civis e mais de 100 ficaram feridas, entre eles 77 soldados da coligação, alegadamente perpetrado por um comando talibã baseado naquele país.

 

Já na Síria, a onda das manifestações continuam, fazendo mesmo com que a Organização das Nações Unidas e as autoridades de Damasco divergissem, quanto ao número de vítimas mortais do conflito.

 

“O número de mortos desde o início da violência em meados de Março e até hoje é superior a 2. 600”, segundo revelou Navi Pillay, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, na abertura da 18ª Sessão do Conselho de Direitos do Homem da ONU.

 

Na sessão extraordinária desse Conselho a 23 de Agosto, Pillay fez um balanço de 2.200 mortos.


Entretanto, o presidente russo, Dmitri Medvedev, descartou segunda-feira a necessidade de "pressões suplementares" sobre a Síria, opondo-se a qualquer resolução do Conselho de Segurança da ONU dirigida a sancionar o regime do presidente Bashar al-Assad.

 

"Não há necessidade de pressões suplementares" sobre a Síria, disse Medvedev, ao receber em Moscovo o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

 

Por sua vez, o primeiro-ministro britânico insistiu em mais sanções contra a Síria e na saída do poder do presidente Assad.

 

No Iraque homens armados mataram 22 peregrinos xiitas, no oeste. Embora a violência tenha diminuído em relação ao auge do confronto sectário entre xiitas e sunitas, em 2006/07, assassinatos e atentados à bomba continuam a ocorrer todos os dias, passados mais de oito anos da invasão norte-americana de 2003.

 

O Chile recordou com passeatas e confrontos com a polícia, no domingo, o 38° aniversário do golpe de Estado que depôs o presidente socialista Salvador Allende e instalou a ditadura de Augusto Pinochet, recordando as 3.225 vítimas de uma ditadura que durou 17 anos.

 

Os distúrbios estenderam-se até a madrugada de segunda-feira, deixou um saldo de 280 detidos e 40 polícias feridos em todo o país.

 

A comemoração do golpe de Estado que derrubou o governo do socialista Salvador Allende e instalou a ditadura de Augusto Pinochet, no dia 11 de Setembro de 1973, é motivo todos os anos de actos de violência no Chile.

 

Cerca de seis mil estudantes protestaram na quarta-feira no centro de Santiago, um número bem menor que nas anteriores, enquanto aguardam a resposta do governo sobre se aceita ou não as suas exigências em estabelecer um diálogo para encerrar quatro meses de crise.

 

A manifestação está muito abaixo das passeatas que reuniram entre 80 mil e 100 mil pessoas nas últimas semanas.

 

 






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