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02-06-2011 10:19

Singapura
Merkel pede apoio de emergentes para Lagarde no FMI

Singapura - A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu nesta quinta-feira a candidatura da ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, ao cargo de director-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), pediu aos países emergentes que considerem a indicação de forma "objectiva".


"Christine Lagarde tem como ministra das Finanças uma excelente reputação, em todo o mundo", disse Merkel na Singapura. "De muitas maneiras, ela é a encarnação ideal da experiência económica e da experiência política".


"Espero que os emergentes e outros países a observem com atenção, com um olhar objectivo e sem receios, apesar do desejo, óbvio, de ter a sua oportunidade".


O governo alemão já anunciou formalmente o seu apoio a Lagarde.
              
O FMI deve divulgar até o dia 17 de Junho a lista dos candidatos ao cargo de director-gerente da instituição.

              
Até o momento, apenas Lagarde e o presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens, se apresentaram.
              
Os países emergentes reunidos no Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - criticaram na semana passada a tradição de se entregar o cargo de director-gerente do Fundo sempre a um europeu.
              
O cargo ficou vago após a renúncia do francês Dominique Strauss-Kahn, acusado de agressão sexual, tentativa de estupro e cárcere privado contra uma camareira de um hotel de Nova Iorque.
              
Na mesma entrevista, Merkel considerou que o euro é "uma moeda estável", apesar do "problema de competitividade" de alguns países da Zona Euro.
              
"Permitam que diga isto muito claramente. Não temos problemas com o euro como tal. É uma moeda estável, especialmente se observarmos a sua cotação em relação ao dólar".
              
Sobre a Grécia, que esteve à beira do calote, e outros membros da Zona Euro com problemas de dívida pública, Merkel destacou que alguns países têm "um problema de competitividade".
              
Além da Grécia, Irlanda e Portugal recorreram à ajuda financeira da UE e do FMI para financiar a sua dívida.
              






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