Buenos Aires - A presidente argentina, Cristina Kirchner, agradeceu nesta quarta-feira o apoio recebido pelos demais paises latino-americanos, após o anúncio de que sofre de um cancro de tireóide, e afirmou que continuará a trabalhar com "o maior dos compromissos".
"Vou continuar a trabalhar com o maior dos compromissos e quero agradecer tudo o que possam fazer pela Argentina, por ela é a única coisa que peço", disse Kirchner numa cerimónia com governadores na Casa Rosada (governo), na primeira aparição pública após o anúncio, na terça-feira, de que sofre com um cancro de tireóide sem metástase, razão pela qual será operada em 4 de Janeiro.
Ainda de luto, mais de um ano após a morte do seu marido e antecessor Néstor Kirchner, Cristina disse que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi o primeiro chefe de Estado a contactá-la quando a notícia da doença foi divulgada.
Posteriormente, acrescentou, ela falou com Sebastián Piñera (Chile), com a presidente brasileira Dilma Roussef e com Juan Manuel Santos (Colômbia).
"Imaginem que o primeiro que me telefonou foi Hugo Chávez. Disse a ele: 'Você e o seu congresso superaram o cancro: vou brigar pela presidência honorária para você e para todos", disse Kirchner ao referir-se aos presidentes da região que tiveram ou têm a doença, como o presidente venezuelano, Dilma Rousseff e Fernando Lugo (Paraguai).
Kirchner, de 58 anos, será operada na quarta-feira numa clínica privada da cidade de Pilar (50 km ao norte) e permanecerá de licença até o dia 24 de Janeiro.
A operação, que, segundo os especialistas, tem um prognóstico muito bom, será realizada menos de um mês após a presidente ter assumido o seu segundo mandato até 2015.