Bruxelas - O Reino Unido agradeceu nesta quinta-feira aos parceiros da União Europeia (UE) pelo apoio demonstrado após os ataques a embaixada em Teerão e declarou que confia na aprovação pelo bloco de novas sanções ao Irão, especificamente contra o sector financeiro.
"Espero que acordemos hoje medidas adicionais que representem a intensificação da pressão económica sobre o Irão (...), particularmente para aumentar o isolamento do setor financeiro", declarou o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, na sua chegada a reunião com os colegas europeus.
Hague não quis adiantar que medidas concretas serão discutidas, mas confirmou que estará na mesa a opção de um embargo às importações de petróleo iraniano.
O ministro das Relações Exteriores sueco, Carl Bildt, se mostrou disposto a apoiar uma sanção contra o petróleo, mas questionou a eficácia.
Fontes comunitárias poderiam actuar contra o Banco Central em uma tentativa de atacar as finanças iranianas, como pede Londres.
Nesta quinta, a UE vai ampliar a lista de pessoas sancionadas por relações com o programa nuclear de Teerão, somando 180 nomes, após o último relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
Hague, na chegada a Bruxelas, destacou a solidariedade demonstrada após o ataque à embaixada do Reino Unido na capital iraniana pelos parceiros europeus, muitos deles pediram informações aos embaixadores após o incidente e outros, como a Alemanha, França e Holanda, optaram pela retirada imediata.
A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Catherine Ashton, ressaltou o "enorme apoio" dos 27 a Londres após a "horrível experiência" vivida na sua missão diplomática.
"Estamos consternados e alarmados pelos ataques contra a missão britânica", indicou Bildt minutos antes.
Para a chefe da diplomacia sueca, as acções são "um sinal muito preocupante de certas forças políticas e tendências em Teerão".
Hague denunciou o "vínculo" entre o que ocorre no Irão e na Síria, outro ponto de interesse do Conselho de Relações Exteriores da UE.
Para o ministro britânico, Teerão prestou apoio à repressão do regime de Bashar al Assad para atacar a oposição dentro do país, o que classificou como "grande um passo atrás" para o Irão.