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25-11-2011 17:59

Palestina
Chefe do Hamas defende aproximação de palestinianos


Cairo, Egipto - O chefe do movimento palestiniano Hamas, Khaled Meshaal, afirmou que os movimentos palestinianos não têm outra opção a não ser aproximar posições devido aos recentes acontecimentos na região e à intransigência de Israel, numa entrevista à AFP.

 

              
"Não há nenhum outro caminho possível a não ser nos entendermos, sobretudo levando em conta que estamos em plena “Primavera Árabe” e que sopram ventos de mudança na região", declarou Meshaal, na noite de quinta-feira, no Cairo, após o anúncio de uma "associação" com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas.

 

 

              
"A dolorosa experiência com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e o seu grupo extremista, a incapacidade da comunidade internacional para fazer justiça, as posições abertamente pró-israelitas do governo americano, além das eleições presidenciais, todas essas coisas nos obrigam a acelerar a reconciliação", disse o chefe no exílio do movimento islamita, radicado em Damasco.

 

 

              
Durante uma reunião a porta fechada, Abbas e Meshaal aprovaram um documento que prevê, entre outros temas, "se concentrar na resistência popular pacífica".

 

 

              
"Todo o povo tem o direito de lutar contra a ocupação de todas as maneiras possíveis, com as armas e de outra forma, mas no período actual queremos cooperar com esta resistência popular", explicou Meshaal à AFP.

 

 

              
"Acreditamos na resistência armada, mas a resistência popular é um programa comum de todos os movimentos" palestinianos, lembrou, sem se referir às operações contra Israel, que costumam ser realizadas por outros grupos armados, e não pelo Hamas.

 

 

              
"Queremos entrar em acordo sobre uma verdadeira estratégia comum, reparar a nossa casa palestina e trabalhar juntos com um espírito de cooperação com o Fatah e todas as forças" políticas, afirmou o líder do Hamas.

 

 

              
Meshaal destacou o ambiente construtivo das suas negociações com Abbas, pela primeira vez desde que ambos os líderes se reuniram em Meca, em 2007, antes da divisão entre a Faixa de Gaza, dirigida pelo Hamas, e a Cisjordânia, governada pela Autoridade Palestiniana.

 

 

              
"Disse aos dirigentes do Hamas do interior e do exterior (da Cisjordânia e Gaza) que adoptem um discurso político e mediático que não contradiga o espírito positivo que predominou" entre grupos palestinianos, acrescentou.

 

              
Referindo-se às advertências de Israel, que se opõe à formação de um governo palestiniano apoiado pelo Hamas, Meshaal ressaltou: "Estas ameaças do governo de Netanyahu e a realização de uma reunião do seu gabinete de segurança não nos assustam, mas confirmam que vamos pelo bom caminho".

 

 


Na quinta-feira, o governo de Israel ameaçou manter o congelamento dos fundos devidos à Autoridade Palestiniana se o anúncio de uma aliança entre os movimentos Fatah e Hamas produzir como resultado a formação de um "governo de união".

 






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