Washington - O ex-chefe da diplomacia dos EUA Colin Powell, que rompeu com seu partido em 2008 ao apoiar o agora presidente Barack Obama, disse neste domingo que seu respaldo ao governante em 2012 não está garantido.
"Não vi ainda ninguém no bando republicano com quem esteja disposto a me comprometer e também não estou comprometido com o presidente Obama", afirmou o homem que foi secretário de Estado durante o primeiro mandato de George W. Bush (2001-2005), em declarações à rede "CNN".
Powell apoiou Obama durante a campanha presidencial de 2008, a quem louvou por seus profundos conhecimentos, seriedade e curiosidade intelectual.
Apesar de não revelar se voltará a apoiá-lo nas eleições presidenciais do 2012, Powell elogiou algumas das conquistas de Obama, como a coragem de aprovar a reforma do sistema de saúde no país.
"Não alcançou todos os seus objetivos, mas estabilizou a economia" e abordou a reforma da saúde, insistiu.
Powell, um republicano moderado, ressaltou que Obama ainda tem muito o que fazer para melhorar a situação no país.
Insistiu, mesmo assim, que os eleitores não elegeram um "Super-Homem" em 2008, em referência às elevadas expectativas sobre a Presidência de Obama. "Elegemos um ser humano", disse Powell.
O general reformado se referiu também à austeridade orçamentária e defendeu os cortes nas despesas do Pentágono ao assegurar que não acredita que "o orçamento de defesa deva de ser "sacrossanto".
O Governo de Obama propôs cortar o orçamento militar em US$ 78 bilhões durante os próximos cinco anos, uma decisão criticada por alguns legisladores republicanos que a tacharam de perigosa, já que o país está em guerra.