Washington - A Casa Branca descartou quinta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esteja considerando a possibilidade de implementar um novo plano de estímulo para a economia, mas trabalha em novas ideias para fomentar a criação de emprego.
O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse em sua entrevista coletiva diária que "nenhum pacote de estímulo está sendo considerado", e assinalou que o presidente pretende "criar um entorno no qual o setor privado ofereça mais postos de trabalho".
Gibbs respondeu assim às polêmicas declarações de uma ex-conselheira do presidente em assuntos econômicos, Christina Romer, que abandonou seu cargo na quarta-feira.
Em seu discurso de despedida, a ex-assessora indicou que a única maneira de aumentar a demanda em curto prazo no país seria fazer com "que o Governo gaste mais e cobre menos em impostos", uma frase que parte da imprensa interpretou como o presságio de um novo grande desembolso para reativar a economia.
Para Gibbs, por outro lado, as declarações "encaixam com o que o presidente disse na segunda-feira", quando anunciou que tinha pedido ao Congresso que aprove em breve um projeto de lei para facilitar os créditos para as pequenas empresas e estender o corte de impostos para a classe média.
Gibbs lembrou que a criação de emprego é outra das prioridades de Obama, embora não tenha feito comentários sobre o aumento da taxa de desemprego previsto para agosto, que será publicada nesta sexta, e que, segundo os especialistas, subirá um décimo, até 9,6%.
Segundo o jornal "The Washington Post", que cita fontes ligadas à equipe econômica de Obama, o presidente tem ainda sobre a mesa propostas no valor de centenas de bilhões para diminuir impostos nos negócios.
A Casa Branca também anunciou nesta quinta que a agenda de Obama na próxima semana estará centrada na economia, tema que tratará em suas visitas a Wisconsin e Ohio, e em entrevista coletiva que será realizada na sexta-feira, 10 de setembro, na mansão presidencial.