Londres - Responsáveis dos Serviços de Inteligência do Paquistão cancelaram um encontro previsto no Reino Unido com especialistas de segurança britânicos após declarações do primeiro-ministro, David Cameron, que afirmou que o país asiático promovia a exportação de terrorismo.
Em declarações ao jornal britânico "The Times", um porta-voz dos Serviços de Inteligência paquistaneses confirmou que "a visita foi cancelada como reacção aos comentários do primeiro-ministro do Reino Unido contra o Paquistão".
"Essas declarações irresponsáveis podem afectar nossa cooperação com o Reino Unido", acrescentou essa fonte.
Na semana passada, Índia e Reino Unido pediram ao Paquistão mais acção contra o terrorismo durante visita de Cameron a Nova Délhi, onde se mostrou disposto a "colaborar" com as autoridades paquistanesas.
"Não é aceitável que existam grupos terroristas no Paquistão, grupos que causam terrorismo não só no próprio país, mas no Afeganistão ou na Índia", afirmou, então, Cameron em conferência de imprensa, em Nova Délhi, com o seu colega indiano, Manmohan Singh.
O líder britânico causou a ira do Paquistão ao assinalar, também, na quarta-feira passada, que esse país deve deixar de "exportar terror", o que levou o embaixador paquistanês no Reino Unido, Wajid Shamsul Hassan, a imediatamente qualificar esse discurso como a "reacção imatura de um político imaturo".
Uma porta-voz do Governo Britânico não fez comentários sobre o cancelamento do encontro, mas confirmou a próxima visita ao país do presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari.