Jacarta - O suposto terrorista Dulmatin, acusado de participar dos atentados de Bali de 2002 e morto a tiros na última terça-feira na Indonésia, foi enterrado hoje, sexta-feira, por seguidores na sua localidade natal, Pemalang, na ilha de Java.
Perante aproximadamente dois mil pessoas e entre gritos de "Allahu Akbar!" ("Alá é grande!"), o funeral transcorreu sem incidentes, vigiado por um forte contingente policial.
O corpo foi levado na manhã desta sexta-feira (horário local,) de um hospital de Jacarta para o local do enterro numa ambulância, logo após o fim dos testes de identificação e do reconhecimento do corpo pela família.
Dulmatin morreu na terça-feira após disparos da Polícia indonésia nos arredores de Jacarta, durante uma operação antiterrorista na qual também morreram os seus dois guarda-costas, enquanto outros dois supostos terroristas foram detidos.
Um dos membros mais notórios da Jemaah Islamiya, braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático, Dulmatin era acusado de ter fabricado bombas que explodiram em Bali em 2002, matando 202 pessoas, a maioria turistas estrangeiros.
Durante quase oito anos conseguiu fugir das forças de segurança da Indonésia e Malásia, se escondendo nas florestas do sul das Filipinas e da ilha de Bornéu.
O Governo dos Estados Unidos oferecia uma recompensa de 10 milhões de dólares para quem conseguisse capturá-lo.