Madrid - Várias cerimónias oficiais marcaram na quinta-feira, na Espanha, o sexto aniversário dos atentados de 11 de Março de 2004, em Madrid que causou 191 mortos e mais de mil 800 feridos, com a instauração, entre outros actos, de um "dia de memória" das vítimas.
Os deputados espanhóis observaram um minuto de silêncio, às 11h45 GMT, na presença do chefe de governo José Luis Rodriguez Zapatero e do líder da oposição, Mariano Rajoy.
O sexto aniversário dos atentados de Madrid, os mais sangrentos cometidos no país, foi lembrado, também, no Memorial da Estação de Atocha.
No dia 11 de Março de 2004, às 07h40 da manhã, hora local, dez bombas foram accionadas em quatro comboios repletos de trabalhadores e estudantes, que mergulhou a Espanha em estado de choque.
A justiça condenou em Outubro de 2007, 21 das 28 pessoas acusadas num julgamento realizado entre Fevereiro e Julho de 2007.Três dessas pessoas foram condenadas a penas de altas de prisão, pelos atentados.
Uma declaração foi lida hoje pelo presidente da Câmara, José Bono, que anunciou a instauração do 27 de Junho como um dia da memória e de homenagem às vítimas do
terrorismo.
A data foi escolhida porque, "no 27 de Junho de 1960, o grupo separatista armado basco ETA assassinou inocentes pela primeira vez" matando um bebê de 22 meses, Begoña Urroz, com uma bomba incendiária que explodiu na estação basca de Amara.