Jerusalém) – Um alto dirigente israelita rejeitou hoje as acusações feitas pela Polícia do Dubai, que atribui a autoria de assassinato de um membro do Hamas aos serviços secretos de Israel, o Mossad.
"A Polícia do Dubai, onde Mahmoud Abdel Raouf al Mabhouh foi assassinado em Janeiro, último num hotel, não apresentou nenhuma prova de carácter incriminatória neste caso", declarou à AFP o responsável que pediu o anonimato.
O chefe da Polícia do Dubai, Dhahi Khalfan, afirmou quinta-feira que "estava seguro a 99 ou 100 por cento que Mossad está por trás do assassinato".
"Até ao momento ninguém sabe o que se passou. A Polícia do Dubai nem sequer explicou as circunstâncias da morte de Mahmoud Abdel Raouf al Mabhouh", disse o responsável israelita.
O seu corpo foi encontrado a 20 de Janeiro, sublinhou.
"Nem sequer existem provas de que ele foi assassinado", acrescentou, referindo-se as imagens que podem sustentar a acusação,
"Tudo o que vemos nas filmagens são pessoas ao telefone", sublinhou.
Nestas condições, ele considera ridículas as ameaças de mandatos internacionais que poderão ser feitas por Dubai contra o chefe do Mossad, Méir Dagan.
Avançou que se existirem "provas que o Mossad está por trás deste crime, a Interpol deverá emitir um mandato de captura contra o chefe dos serviços secretos israelitas, porque será considerado um assassino".