Paris - O governo francês anunciou nesta segunda-feira uma série de medidas para fortalecer a integração e a identidade nacional, o que inclui o hasteamento diário da bandeira do país.
O anúncio feito pelo primeiro-ministro, François Fillon, marca o fim de três meses de um debate nacional, às vezes agressivo, sobre o que significa ser francês, num momento de forte imigração.
Críticos de todo o espectro político criticaram o processo, alegando que ele divide a nação e alimenta o sentimento anti-islâmico.
Mas Fillon defendeu o debate e disse que uma comissão de especialistas vai se aprofundar no assunto, e que o presidente Nicolas Sarkozy fará um discurso sobre a identidade nacional em Abril.
A questão, segundo ele, "se destina a ser debatida em longo prazo, de modo calmo, natural e apartidário, porque não há nada pior que o silêncio."
O governo quer reforçar o ensino da educação cívica e propõe criar uma cerimónia "solene" para quando os imigrantes receberem cidadania francesa. Fillon disse ainda que a declaração de direitos humanos deve ser pendurada em cada sala de aula.
As medidas foram recebidas com inquietação e até raiva pelos cinco milhões de
muçulmanos da França.