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14-09-2009 13:21

Brasil
Um dos principais editores do século passado é homenageado

 

Rio de Janeiro - Uma homenagem a um dos principais editores brasileiros do século passado, José Olympio, foi montada na XIV edição da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, por onde devem circular 600 mil visitantes até dia 20.  

 


"Ele era conhecido como o editor de literatura brasileira dos grandes autores", disse à Lusa Marcos Pereira, de 28 anos, neto do editor e produtor da mostra na Bienal que desde 2002, ano do centenário de nascimento de José Olympio, se dedica ao resgate da memória do avô.   

 


Considerado como o "herói civilizador", uma atribuição do crítico literário Antonio Cândido, José Olympio fundou, aos 29 anos de idade, a editora com o seu nome.  

 


Nascido em 1902 no interior de São Paulo, Olympio foi responsável pela publicação de obras de nomes consagrados da literatura brasileira como Gilberto Freyre, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Manuel Bandeira e Vinícius de Morais.  

 


E ainda contava com uma equipa de tradutores consagrados como Antonio Callado, o próprio Graciliano Ramos, Lêdo Ivo e Rachel de Queiroz.

 


De 1931 a 1984, a editora publicou 4.850 edições. Um total de 1.343 obras de 905 autores brasileiros, além de outras 543 obras de 446 autores estrangeiros.  

 


Marcos Pereira, actual editor sócio da Sextante, explica que todo o acervo da editora foi doado para a Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro em 2005, e que a exposição foi apresentada, pela primeira vez, em Julho de 2008 na própria biblioteca.  

 


Em Agosto daquele ano, Pereira publicou um livro biográfico de José Olympio resultado de seis anos de investigação com o objectivo de "criar uma memória com a trajectória" da vida do editor. 

 


Esta obra concorre ao Prémio Jabuti na categoria de biografia, o mais tradicional e importante prémio literário do Brasil.  

 


"Era tanto material que vimos que dava para fazer uma exposição na Biblioteca Nacional e resolvemos remontá-la na Bienal com manuscritos, correspondências entre o editor e os autores com registos fotográficos", ressalta.  

 


A exibição expõe formas gráficas de muitas obras que estão em restauro na Biblioteca, mas outras 200 publicações das principais edições originais estão expostas na Bienal.  

 


Pereira lembra que Olympio também tinha uma colecção de documentos brasileiros, um dos mais importantes sobre a formação do Estado brasileiro e a relação com Portugal.  

 


A editora publicava ensaios sobre o pensamento social e histórico do Brasil e Portugal.  

 


Até 20 de Setembro são esperados cerca milhares de visitantes que deverão circular pelos 55 mil metros quadrados do maior centro de convenções da América Latina, o Riocentro.  

 


Este ano serão 950 expositores que deverão movimentar cerca de 44 milhões de reais (16,7 milhões de euros) ao longo de 11 dias de feira.






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