Luanda - Quatro mil e quinhentos técnicos foram formados em diversas áreas da indústria petrolífera, no Instituto Nacional de Petróleos (INP), situado no Kwanza Sul, desde a sua criação em 1983 até a presente data, 125 dos quais foram para os estados membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e 18 para São Tomé e Príncipe, informou recentemente, nessa província, o director em exercício da instituição, Alegria Raúl Joaquim .
Ao falar aos jornalistas de órgãos públicos da comunicação social acerca da actividade do órgão, Alegria Raúl Joaquim realçou que no presente ano lectivo estão em formação na instituição, com previsão de terminar em 2013, 15 estudantes Moçambicanos.
Igualmente, enfatizou, para este ano lectivo o INP matriculou 654 estudantes no ensino médio e ministra cursos de curta duração e circunstanciais de formação profissional em diferentes áreas, cujo número de frequentadores é variável, mas admitiu já terem atingido "um pico" de 75 formandos de empresas petrolíferas como a Ochanaring, Refinaria e a Esso.
"O INP resulta da fusão, em 1983, da antiga Escola Central de Petróleos que foi criada em 1979 pelo Ministério dos Petróleos e do então Instituto Médio de Petróleos criado na cidade do Sumbe, pelo Ministério da Educação. Tem como perfil a formação profissional direccionada para a indústria petrolífera, formando técnicos do sector com um perfil de entrada na formação profissional a 12ª classe com duração máxima de cursos até 18 meses. Aí fizemos a formação mudalar dos cursos que vão dos dois até 18 meses. Nestas áreas temos cursos de especialização em instrumentação, electricidade, mecânica, refrigeração, operadores de produção e de refinaria", esclareceu o entrevistado.
Nesta última área, enfatizou, os grandes parceiros são empresas como a Total, a Esso, a Sonangol, através da refinaria, a "ABP," a "FMC" e "SMG" e outras empresas prestadoras de serviço no mercado interno angolano.
O INP tem também a vertente da formação média técnica, que é a formação modular, cujo perfil de ingresso de candidatos é a 9ª classe com médias não inferiores a 14 valores a Matemática, Física, Química e Língua Portuguesa. Terminada a formação média com a 12ª classe, precisou, os beneficiários têm a possibilidade de ingressarem directamente para o mercado de trabalho ou para a Universidade.
Délcio David Francisco Pechiço, um dos 14 estudantes moçambicanos no INP, de 17 anos de idade, do curso médio técnico de minas, a frequentar a 11ª classe, afirmou estar a estudar nessa instituição a mercê de uma bolsa de estudos, uma vez que Moçambique está a investir na área de engenharia petrolífera e mineira, já que foram descobertos recentemente esses recursos.
"Mandaram-nos para o INP, porque eles disseram que é um dos melhores da SADC e até de África, pelo que seria uma grande vantagem se viéssemos cá tentar colher um pouco que é a experiência para depois levarmos para a nossa terra", disse Délcio Pechiço, para quem os estudos estão a ser "muito proveitosos", por estarem a ganhar muita experiência, uma vez que Angola é um país com professores muito bem qualificados de várias nacionalidades e isso ajuda muito na sua formação.
Já para Isagildo Zeca António, 16 anos de idade, um outro bolseiro moçambicano na área de instrumentação petrolífera, proveniente da província de Zambezia, afirmou estar a encarar os estudos da melhor forma possível, apesar de ter sido um pouco difícil no início, por terem chegado a Angola com um certo atraso, a 30 de Maio de do ano passado, mas enfatizou terem depois se enquadrado já com boas notas.
O INP conta com 61 professores, dos quais oito são expatriados.