Luanda – O coordenador da I conferência do Ensino Superior, Alfredo Gabriel Buza, disse hoje (terça-feira), em Luanda, que a exigência qualidade deve estar patente sempre no ensino e aprendizagem de nível superior, tendo em conta o contexto de cada sociedade.
O responsável, que falava à Angop, avançou que o certame pode ser traduzido num compromisso com a melhoria da qualidade de ensino e das demais funções de competência das instituições do sector.
De acordo com o coordenador, o que tem que ser compreendido nesta altura é que se está a formatar o ensino superior e esta primeira conferência vai, dentre outras formas, fazer compreender isso, porquanto se sabe que no pós independência o país tinha uma só universidade.
Actualmente, acrescentou, existem várias privadas e seis públicas que criam os pressupostos obrigatórios para se reflectir este subsistema de ensino em Angola e se fazer as devidas correcções em função da realidade actual.
Para si, as avaliações serão para escrutinar a que se quer quanto a actual posição do ensino superior na região, no continente e no mundo, tendo em linha de conta que a qualidade é uma cobrança contínua e não de se preparar tudo e exigir depois.
“Não podemos pensar que a questão da qualidade deve ser exigida depois de tudo organizado. Ao longo do processo deste subsistema deve-se exigir qualidade em função do contexto, seja podemos estas a fazer reformas no sector mais exigindo qualidade”, explicou.
Segundo o coordenador, a nova universidade, ao surgir, deve exigir qualidade, assim como ao novo docente se deve exigir o mesmo, porquanto este pressuposto deve estar sempre patente para se ter melhores quadros e indicadores melhores para ombrear com o resto do mundo, num contínuo trabalho em busca da eficiência.
“Estamos a pegar alguns possíveis indicadores de qualidade nos contextos nacional e internacional, tendo em conta tanto o ensino público e privado. Aqui entra a actuação do Instituto Nacional de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (INAAES), para o processo da busca da qualidade.
Os trabalhos vão conforme o pretendido, porquanto desde o primeiro dia, se fez várias abordagens desde o ponto de vista de modelos para cursos de doutoramentos, ensino superior e o desenvolvimento do empreendedorismo, bem como o papel na formação, qualificação e correcção das assimetrias, que podem ser exercidas a partir da divulgação de resultados de investigação científica.
O papel da universidade na sistematização do conhecimento adicional ou conhecimento do senso comum, como e o que fazer para que haja financiamento no sector, que vai servir não só a investigação mais também as bolsas de estudos, assim como da pós-graduação.
Participam do encontro, que encerra quarta-feira, deputados, reitores das diversas universidades, diplomatas, académicos, estudantes, entre outras individualidades.