Caxito - A Fundação Eduardo dos Santos (FESA) procedeu quarta-feira, em Caxito, província do Bengo, à entrega de material de alfabetização aos seus parceiros sociais, no quadro do programa da abertura nacional de alfabetização.
A entrega simbólica do material, constituído por lápis, borrachas, mochilas, cadernos, entre outros, foi feita pela vice presidente da Fesa, Maria Antónia Nelumba, à organização não governamental Ajuda de Desenvolvimento Povo para Povo (ADPP).
Segundo a responsável, o material vem de um certo modo contribuir nos esforços do governo na erradicação do analfabetismo nas comunidades.
Reconheceu que o governo sozinho não pode levar a cabo programas de erradicação do analfabetismo, por isso, a Fesa se junta aos seus esforços para contribuir nesta árdua tarefa.
De acordo com a responsável, a Fundação Eduardo dos Santos inspirou-se nos valores culturais das comunidades e fez da sua fraternidade assegurar a assistência social, educação, saúde, formação profissional e desporto.
Referiu que o Programa Nacional de Alfabetização lançado pela FESA tem como finalidade contribuir no cumprimento das metas definidas pelo país que se circunscrevem na redução do analfabetismo até 10 porcento.
Inicialmente, explicou que o programa será levado a cabo em 13 províncias do país, constituindo ainda no mesmo pacote a atribuição do Prémio Nacional de Alfabetização, pagamento de subsídios a alfabetizadores contratados pela FESA e distribuição de kits de alfabetização.
Por outro lado, o director nacional da educação para o ensino de adultos, Manlu Valentim Afonso, em representação da vice ministra da Educação para o ensino geral, Ana Paula Inês, lembrou que após a independência nacional 85 porcento da população não sabia ler e escrever.
Por este facto, apelou as outras organizações a juntarem-se aos esforços do governo, no sentido de darem o seu contributo na erradicação do analfabetismo.
Já a vice governadora provincial do Bengo para o sector político e social, Elvira Van-Dúnem, agradeceu o gesto da FESA, sublinhando que urge a necessidade dos membros da sociedade civil e outras organizações juntarem-se nestes programas para que os mesmos tenham êxitos.
Adiantou que o analfabetismo interfere negativamente na vida dos cidadãos, impede que o cidadão se torne um sujeito autónomo, constituindo um mal que afecta países menos desenvolvidos.
Presenciaram o acto membros do governo local e da sociedade civil, representantes da Unesco, Unicef, entidades religiosas, tradicionais, estudantes e alfabetizadores.