Luanda – Manuais escolares da reforma educativa, cuja venda foi proibida pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento e Investigação da Educação (INIDE), encontram-se nos mercados informais e outros pontos.
O facto foi constatado hoje, em Luanda, por uma equipa de reportagem da Angop que saiu a rua para medir a pulsação nas escolas, uma semana depois da abertura oficial do ano lectivo 2012.
No mercado dos Congolenses, a título de exemplo, onde foi constatado o grosso destes materiais, os livros estão a ser vendidos a diversos preços, de acordo com à procura, sendo os de Língua Portuguesa da 5ª e 6ª classe os mais caros, custando cada um 1.500 kwanzas.
Quanto aos livros da 2ªclasse, os quatro (Língua Portuguesa, Estudo do Meio, Matemática e Educação Manual e Plástica) são vendidos de forma conjunta ao preço único de dois mil kuanzas.
Maria Suzete, vendedora ambulante do mercado dos Congolenses, frisou que não tem havido falta de clientes para a compra dos livros, sendo que o grande problema reside apenas com as acções da Polícia Nacional no que concerne ao combate da venda destes manuais.
No mercado do São Paulo, também foi possível constatar a venda, apesar de camuflada, de material escolar.
Neste mercado, os livros mais procurados são os da 5ª classe, cuja venda se processa ao preço de 700 kwanzas o de História, 500 kwanzas para Matemática, mil kwanzas o de Geografia e 1.500 o de Língua Portuguesa.
No entanto, nas escolas públicas os manuais estão a ser distribuídos gratuitamente, facto confirmado por encarregados de educação.
O Ministério da Educação disponibilizou trinta e sete milhões de exemplares para o ano lectivo 2012 nos mais variados níveis de ensino, segundo avançou, no mês de Janeiro, durante o conselho técnico realizado em Ndalatando, Kwanza Norte, o titular da pasta, Pinda Simão.
Pinda Simão disse que dos trinta e sete milhões de livros até agora produzidos, uma média de vinte e um milhões de exemplares, foi já canalizado para os municípios, comunas e sedes provinciais, para que se faça a devida distribuição para que os alunos tenham um ano lectivo sem sobressaltos neste particular.
O governante explicou que poderá haver alguma dificuldade numerária nos manuais da 5ª e 6ª classes, por limitada produção de livros para estes níveis, um aspecto que poderá ser contornado com o material excedentário produzido em 2011.