Lubango – O director provincial da Educação Ciência e Tecnologia da Huíla, Américo Chicote, manifestou hoje, no Lubango, a necessidade de os professores evitarem o absentismo, participarem das reuniões pedagógicas e assumirem as suas funções, no sentido de garantirem as escolas o cumprimento pleno das suas actividades.
Em declarações à Angop a propósito do absentismo dos docentes nas escolas, sobretudo nos municípios do interior, o interlocutor informou tratar-se de um assunto merecedor de atenção, enquanto se pede ao efectivo docente e administrativo a assumirem de forma plena as suas responsabilidades.
“Se é professor do ensino primário tem sob sua responsabilidade uma turma, a qual deve funcionar de modo pleno e se houver algum obstáculo, que se faça fluir à comunicação por meio da direcção e coordenação de turno, responsáveis passíveis de acompanhar o trabalho para se evitar percalços em no processo”, asseverou a fonte.
O responsável esclareceu ter-se detectado no ano transacto muitos agentes de ensino colocados nos diferentes municípios do interior que não assumiram em pleno a função docente, pois alguns ministravam aulas de vez em quando, enquanto outros se furtavam mesmo ao local de trabalho.
(…) e porque a Lei Geral do trabalho é clara, acrescentou o entrevistado, foi necessário accionar os mecanismos administrativos desactivando alguns professores do sistema de ensino.
A fonte avançou ainda que no princípio deste ano o governador publicou um edital onde consta nomes de 230 funcionários que já estão há mais de 30 dias ausentes das escolas onde foram colocados, sem justificação e muitos deverão conhecer a mesma sorte.
Questionado sobre o facto de o absentismo derivar da questão habitacional, o director aclarou que a questão dos professores nos municípios já foi colocada várias vezes, mas urge entender-se que o Estado por si só não está em condições de criar casas de passagem em todas as circunscrições e para todos os professores.
Para minorar o índice de dificuldades neste capítulo, referiu, foram inauguradas casas de passagem nalguns municípios, mas solicita-se parceria de igrejas, ong e das comunidades (comissões de pais e encarregados de educação) para darem o seu aporte no acolhimento inicial do docente recém colocado.
No entanto, afirmou que os professores após a sua colocação passam a auferir o seu salário e com ele devem gerir a sua vida, pois as casas de passagem criadas nos municípios são para uso temporário, devendo-se organizar nos primeiros dois a três meses e assumir a sua autogestão.