Benguela – Vinte e um mil e 617 adultos frequentam aulas de alfabetização no presente ano lectivo, na província de Benguela, mais mil e 182 em relação ao número inicialmente matriculados, informou hoje o director em exercício da Educação, Ciência e Tecnologia.
Roberto Johnston avançou esse dado quando intervinha no acto de abertura da Semana Internacional da Alfabetização, tendo afirmado que a sua instituição implementou com êxito o método de alfabetização cubano denominado “Sim Eu Posso”.
Explicou que esse metido atende seis mil e 125 alfabetizandos e disse haver um outro brasileiro (14.492), com um total de 21 mil e 617 beneficiários.
Em relação a pós-alfabetização, disse existirem 22 mil e 327 cidadãos, dos quais 11 mil e 533 do sexo feminino, facto que comprova a importância desse programa que se vai aprimorando e satisfazendo as necessidades dos alfabetizadores e alfabetizandos.
Sublinhou que a Semana Internacional da Alfabetização testemunha o engajamento, compromisso e a responsabilidade do governo e de parceiros na implementação do programa de alfabetização e de aceleração escolar dos adolescentes, jovens e adultos.
Explicou que os indicadores do programa de alfabetização e aceleração escolar na província de Benguela têm um aumento gradual e significativo de alfabetizandos inscritos, com realce à participação feminina que é indispensável ao equilíbrio o género.
Considerou importante o programa, apesar dos desafios que ainda se colocam à sua frente e que podem ser superados com vontade e dinâmica para melhoria do acesso às oportunidades educativas na alfabetização e pós-alfabetização, a redução do índice de pobreza, o aumento da equidade social e a qualificação da mão-de-obra nacional.
Também referiu que o sistema de reforma educativa passou a ser o programa de alfabetização e superação do atraso escolar no subsistema de ensino de adultos e comporta uma equipa de facilitadores de três projectos, modulo I: primeira e segunda classes, II: terceira e quarta, e o projecto Sim Eu Posso da Cooperação Cubana.
Segundo Roberto Johnston, o modulo I terá uma duração de três meses lectivos e o segundo de nove, permitindo que em apenas um ano académico seja alfabetizado o maior número possível de analfabetos.
De acordo com a fonte, 22 parceiros sociais estão envolvidos no processo, destacando-se as Caritas, as igrejas Adventista, Evangélica e Tocoista, a Congregação dos Padres Salesianos de Dom Bosco, a Acção de Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), OMA, JMPLA, Leigos para o Desenvolvimento, UNACA, além da Cruz Vermelha Espanhola em Angola.
Presenciaram a cerimónia de abertura da Semana Internacional da Alfabetização, cujo programa inscreve actividades que encerram a 08 de Setembro no município do Lobito, membros do Conselho da Direcção Provincial de Educação, alfabetizadores, chefes de secção municipais do ensino de adultos e representantes de instituições públicas e privadas.