Luanda – O professor Universidade Agostinho Neto, Eduardo Morais, sugeriu hoje ( segunda-feira) , em Luanda a definição de uma estratégia para o desenvolvimento económico e social de Angola, através da implementação de projectos mineiros em que os recursos sirvam de matérias-primas para a industria transformadora nacional.
Tendo em conta as potencialidades agro-minerais existentes no país, Eduardo Morais, frisou que os fosfatos naturais, sais de potássio, calcários dolomíticos enxofre e gás natural são importantes para a implementação de projectos mineiros e industriais.
Para o docente, estes minerais podem permitir o relançamento da produção agrícola e o melhoramento das condições de vida da população.
Falando na Conferência Internacional sobre Recursos Naturais, promovida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, Eduardo António, disse ainda que o fraco desenvolvimento da agricultura tradicional deve-se à rusticidade do equipamento empregue, do tipo de energia utilizado e dos factores de benefício a que se recorre.
“Um dos factores determinantes no aumento da produtividade e, por consequência, da competitividade, reside na fertilidade dos solos, que deverá considerar como factor prioritário em qualquer intervenção”, sublinhou o professor, que apresentou o tema os
“Agro-minerais em Angola”.
O evento teve como objectivo sensibilizar os órgãos do Estado e a sociedade civil sobre a importância da investigação científica aplicada à utilização e gestão sustentável dos recursos naturais.
Foram palestrantes técnicos angolanos, cubanos, brasileiros e portugueses. O evento esteve divido em três painéis - “Gestão sustentável dos recursos naturais”, “A investigação científica na gestão dos recursos naturais” e os “Recursos naturais e sua
aplicação para o desenvolvimento sustentável”.
Durante o dia, os participantes discutiram “A implementação de um centro de desenvolvimento tecnológico de rochas ornamentais, perspectivas e desafios”, “A contribuição do Centro Nacional de recursos Fotogenetico no melhoramento das variedades agrícolas” e “A gestão das pescas em Angola numa abordagem do ecossistema”.
“Agromineira em Angola: Perspectivas da sua utilização”, “Agronegócio e agricultura familiar, miltifuncionalidade e sustentabilidade”, “Recursos minerais e a problemática da sua aplicação em Angola”, “Namibe, recursos naturais: valorização e reconhecimento mundial”, bem como “A utilização de águas subterrâneas como complemento ao abastecimento de Luanda e arredores” integraram
os temas.