Menongue - Os munícipes do Calai, Dirico, Kuito Kuanavale e Cuangar, província do Kuando Kubango, foram esclarecidos desde o princípio deste mês sobre o perigo do consumo do sal não iodizado, numa iniciativa que visa evitar a contracção de bócio, hipertensão e outras enfermidades.
O coordenador da Comissão Provincial Intersectorial de Iodização no Kuando Kubango, Manuel Pinto José, disse quarta-feira, à Angop, que as palestras serviram para ensinar às pessoas como identificar e diferenciar o sal iodizado do sal sem iodo.
Explicou que o sal não iodizado provoca o bócio, infertilidade, aborto e outros males, e criticou, por isso, os comerciantes que continuam a comercializar sal impróprio para o consumo humano no posto fronteiriço do Katuitui, com a Namíbia.
Nesta altura, está a ser contabilizada a quantidade desse produto, retirada do circuito comercial para informar às estruturas centrais, uma vez que provém da vizinha República da Namíbia.
Para desincentivar a comercialização de sal não iodizado, continuarão a ser realizadas palestras e campanhas de sensibilização em todas as localidades do Kuando Kubango, província com mais de 700 mil habitantes, maioritariamente camponeses.