Genebra – O crescimento económico de Angola no período que se seguiu à conquista da paz, em 2002, foi realçado hoje, sexta-feira, durante 59ª Sessão do Conselho do Comércio e Desenvolvimento da CNUCED, que decorre desde o dia 17 em Genebra (Suíça).
O facto foi avançado pelo representante permanente de Angola junto da ONU e Organizações Internacionais, em Genebra, Eebaixador Apolinário Correia, quando intervinha na sessão especial sobre a graduação dos Países Menos Avançados (PMA).
Frisou que, no período em referência, o PIB angolano cresceu em média cerca de 12 porcento, particularmente tributado pela economia não petrolífera que aumentou a sua contribuição em mais de 35%., promovendo maiores níveis de emprego.
Indicou que este crescimento é fruto de um vasto programa de reconciliação nacional, para garantir a consolidação da paz, a que se juntou a Estratégia do Executivo até 2025 que integra programas de reforma económica, política e administrativa, orientados para a reconstrução das infra-estruturas e do tecido económico.
Na sua intervenção, destacou que em 2009, devido à crise mundial, a taxa de crescimento do PIB baixou para 2,4%, subindo em 2010 para 4,5, em 2011 (7,6%), sendo a projecção para 2012 de 9,7 porcento.
Quanto à taxa de inflação, dados apontam para uma baixa de 76.6% em 2003 para 13.99% em 2009, tendência decrescente que se mantém até aos dias de hoje com perspectivas de vir a situar-se em menos de 10% até ao fim de 2012.
Apolinário Correia deu a conhecer que o balanço nacional de 2010 aponta já para uma nova tendência na economia geradora de empregos em áreas não urbanas. Dos 6.223 milhões de empregos contabilizados, mais de metade (3.115 milhões) são no sector da agricultura, contribuindo para uma maior geração de rendimento e melhor distribuição de riqueza.
No seu discurso, destacou a implementação, em curso, da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza com o objectivo de reduzir para metade o número de pessoas que vivem em condições de pobreza extrema até ao ano de 2015.
Nesta estratégia foram identificadas como áreas de intervenção prioritárias: segurança alimentar, e desenvolvimento rural; desminagem; saúde; educação, emprego e formação profissional; governação; reabilitação de infra-estruturas económicas e sociais; gestão macroeconómica: reinserção social e prevenção do HIV/Sida.
Por outro lado, no contexto dos PMA, em Março último, no decurso da reunião do Comité de Políticas de Desenvolvimento do CNUCED, foi pela primeira vez considerado que Angola cumpre os critérios de elegibilidade para ser excluída da lista dos Países Menos Avançados, cumprindo-se assim a primeira etapa de um longo processo, que iniciará em 2015.