Luanda - O Presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Angola e África do Sul, Teddy de Almeida, reconheceu hoje (terça-feira), em Luanda, que a reconstrução das infra-estruturas rodoviárias e portuárias nacionais (angolanas), melhoram bastante o transporte de cargas entre os dois países.
“Actualmente, um camião ou barco, de Joanesburgo (África do Sul) a Luanda, pode levar cinco a dez dias, um tempo muito reduzido comparado ao de uma embarcação proveniente da Europa, Ásia ou mesmo América do Norte, que é de quinze dias “, disse o presidente da câmara.
Em declarações à imprensa, Teddy de Almeida realçou que este indicador leva a perceber que muitos produtos adquiridos na Europa, Ásia ou América do Norte e Latina, presentemente, podem ser comprados na África do Sul, com vantagens na economia de tempo, já que são produzidos com padrões de qualidade aceite no mercado mundial.
O responsável disse ainda, que uma iniciativa desta traria vários benefícios para o Estado angolano, pois segundo referiu os importadores nacionais teriam menos custos e tempo no transporte de mercadorias e o consumidor final deixaria de comprar produtos a preços bastante onerosos
Nesta perspectiva, Teddy de Almeida disse que a instituição que dirige tem sido uma mola impulsionadora de incentivo ao comércio entre Angola e África do Sul.
“Os dois países podem estabelecer uma parceria estratégica que ao nosso ver seria mutuamente vantajosa, uma vez que, actualmente, as perspectivas que os investidores sul-africanos e angolanos têm de entrar para ambos os mercados é enorme”, ressaltou o responsável.
"O clima de paz reinante em Angola, a descoberta de novos poços de petróleo, a exploração de gás natural e diversificação da sua economia, poderão aumentar o volume de negócios entre os dois países", acrescentou o responsável.
Teddy de Almeida destacou que, actualmente, as trocas comerciais entre os dois países estão avaliadas, em 2404 (dois mil, quatrocentos e quatro) biliões de dólares norte-americanos.
A Câmara conta com duzentos e trinta membros, desde empresas do ramo financeiro, Telecomunicações, energia, petróleo, indústria mineira, agricultura e serviços.