Luanda – A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) está a criar um fundo para financiar a construção e a reabilitação das infra-estruturas locais e regionais, disse hoje, em Luanda, o secretário executivo adjunto regional, João Caholo.
Segundo o responsável, que falava à Angop, foi proposto aos titulares da pasta das Finanças dos países membros da SADSC a criação de um fundo regional, com um valor mínimo de USD 600 milhões e um máximo de três biliões de dólares norte-americanos, para fazer face aos desafios que se colocam à organização.
Para a criação do fundo, disse o interlocutor da Angop, haverá flexibilidade, Isto é, o país que poder contribuir mais será livre, mas vai ser classificável a contribuição de cada Estado.
O secretário executivo adjunto informou também que a SADC está aberta a investidores privados, nacionais, regionais e internacionais.
“Se pudéssemos angariar fundos somente com base em contribuições públicas seria bom, mas creio que o modelo de desenvolvimento sustentável hoje deve contar com contribuições de outras fontes”, disse o responsável, acrescentando ser importante existir uma base de investimentos privados.
Quanto à quotização, João Caholo disse que, com excepção de Madagáscar, todos estados membros da SADC têm sido regulares no cumprimento das suas obrigações financeiras.
A reunião de ministros das Finanças marcada para hoje foi adiada para o dia 13 de Agosto, em Moçambique, devido a falta de quórum. Estiveram presentes para o encontro responsáveis de Angola, Namíbia e de Moçambique.
Integram a África Austral, Angola, África do Sul, Ilhas Maurícias, Zimbabwe, Moçambique, Namíbia, Tanzânia, RDCongo, Swazilândia, Lesotho, Zâmbia, Botswana, Malawi e Madagáscar.