Luanda - O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, considerou, esta quarta-feira, estável a taxa de câmbio no país, visto que nos primeiros cinco meses do ano em curso variou menos de 0,5 porcento, tendo concorrido para o efeito a oferta regular de divisas ao mercado.
De acordo com o responsável, no presente ano foram já disponibilizados pelo BNA pouco mais de 7,5 mil milhões de dólares, cerca de 19 porcento superior ao que se tinha sido vendido no mercado em período igual, no ano passado.
Referiu que apesar das reservas cambiais do país terem crescido e cobrirem cerca de sete meses e meio de importações, é necessário que se continue a estimular a produção e a capacidade empresarial, para que a estabilidade macroeconómica se acentue com ganhos sociais abrangentes.
José Massano, que interveio no encerramento do “II Fórum Banca Angola”, acrescentou que os progressos registados no andamento da economia nacional são sinais dos compromissos das autoridades angolanas com a protecção e valorização dos rendimentos, com a criação de um clima de confiança que estimule o crescimento.
“Temos uma economia que cresce, que gera oportunidades e atrai interesses, mas que se quer sustentável e, por isso, socialmente inclusiva. E é também aqui que se defende uma participação actuante e responsável dos operadores do nosso sistema financeiro, qualquer que seja a sua origem geográfica”, assegurou.
O governador do Banco Central disse ainda as perspectivas de crescimento da economia angolana permanecem firmes, podendo Produto Interno Bruto (PIB) crescer em torno dos nove porcento, destacando-se o sector não petrolífero.
“Os preços na economia terão encontrado uma melhor trajectória e de maior estabilidade, se medidos pelo comportamento positivo da taxa de inflação que no ano apresenta um acumulado de 3,4 porcento, trazendo a inflação homóloga no final do mês de Maio para (…) 10,5%”, observou.
Segundo o número um do BNA, a internacionalização de instituições financeiras nacionais, bem como a entrada de congéneres estrangeiras na economia nacional tem exigido do órgão que dirige, um esforço maior no acompanhamento, controlo e regulação preventiva dos riscos associados.
Neste contexto, adiantou ser necessário que se esclareça os interessados sobre os riscos que expõem a praça financeira nacional e, com que base de capital humano, recursos financeiros e tecnológicos estes tencionam desenvolver a sua actividade internacional, que instrumentos dispõem para a mitigação de riscos de contágio.
“As economias emergentes têm mostrado alguma resiliência, apesar de se manterem expectante quanto à dimensão dos impactos colaterais de um eventual agravamento do quadro de volatilidade reinante nas principais praças financeiras” – notou, salientando que o sector financeiro internacional vive momentos de reconhecida instabilidade.
Enquanto isso, considerou que as economias menos desenvolvidas parecem revelar contido optimismo, mas que apesar de se manter o potencial de crescimento económico há necessidade de se preservar um clima de estabilidade mais alagado para que o capital financeiro possa fluir com uma lógica de segurança e eficiência.