Luanda – A presidente do Conselho de Administração da ANIP, Maria Luísa Abrantes, descartou, em Luanda, a existência no país de empresas que se aproveitem dos contratos de investimentos privados para encobrirem actividades ilegais como o branqueamento de capitais.
Em declarações à imprensa, no final da assinatura formal de seis contratos de projectos de investimentos privados, quarta-feira em Luanda, Maria Luísa Abrantes disse que pode ter acontecido no passado no quadro da anterior lei do Investimento privado, “mas actualmente já não acontece”.
Afirmou que esta possibilidade é remota porquanto, “além da lei sobre o branqueamento de capitais em vigor, a nova Legislação sobre o Investimento Privado exige um milhão de dólares norte-americanos de valor mínimo, como um dos pressupostos de aceitação da proposta de investimento”.
Este valor funciona como factor desmotivador para empresas que vêm para o mercado angolano com intenções veladas, frisou.
A par deste aspecto, prosseguiu, a Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP) exige dos investidores relatórios actualizados das actividade dos últimos três anos, estatutos das empresas autenticados pelos consulados e/ou embaixadas de Angola nos países de origem.
Disse que, a nível das grandes empresas, essa possibilidade é nula, o que não descarta que dentro dessas instituições existam pessoas que agem de forma individual neste sentido.
Garantiu que nas grandes empresas o Estado angolano tem um bom controlo.