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14-06-2012 19:35

Indústria
AIA defende cooperação transversal com a China

ANGOP
Presidente da AIA, José Severino
Presidente da AIA, José Severino
Luanda – O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, exaltou hoje, em Luanda, as boas relações de amizade entre Angola e a China, mas defende que a cooperação entre os estados deve ser transversal e envolver empresas nacionais para uma maior afirmação destas (firmas).
 
Falando à Angop sobre o desempenho das empresas chinesas em Angola, o responsável angolano disse ser bastante positivo, havendo, no entanto, necessidade de se seleccionar com rigor as empresas chinesas que vêm a Angola e se fazer jus que essas trabalhem em parcerias transversais, em todos os domínios, com congéneres angolanas.
 
 
“Neste momento a China é o maior parceiro económico de Angola em termos de investimentos, sobretudo em infra-estruturas, e nós temos de saber gerir cada vez melhor porque isso é uma realidade objectiva” – ressaltou, observando, contudo, que as empresas chinesas em Angola estão muito cingidas a parcerias com o sector estatal.
 
 
Neste particular, destacou o ramo da construção civil, por ser o sector onde as empresas chinesas operam mais sozinhas, não obstante incluírem “um ou outro cidadão angolano”.
 
Segundo este interlocutor, a China tem um desenvolvimento transversal, pelo que não se pode citar áreas específicas. Ainda assim, referiu que o país precisa ter uma maior produção agrícola, agro-industrial, mais material de construção (sobretudo nessa fase) e investimento nas tecnologias, o que pode resultar com parcerias chinesas.
 
“A China é um país que cresce neste momento a 8,5 %/ano e nós estamos a crescer no mesmo indicador, mas oito e meio porcento da China, se calhar é dez ou vinte vezes mais que o de Angola, porque a nossa base material é pequena. Portanto, a China tem bons indicadores e nós temos de saber aproveitá-los” – acrescentou.
 
O que tem de acontecer, advogou José Severino, é que quem vem investir em Angola deve obrigatoriamente fazer parcerias com empresas nacionais e o Executivo tem de possuir esta capacidade de negociação e de selecção rigorosa das empresas (seja de que país forem) que realmente vêm a Angola para ajudar no seu desenvolvimento.
 
Este pronunciamento do presidente da Associação Industrial de Angola surge na sequência da vinda ao país, no dia sete do corrente mês, de uma delegação empresarial multisectorial chinesa, com o propósito de identificar as potenciais áreas para investimento em Angola e de firmar parcerias com empresas nacionais.





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