Luanda - O administrador da empresa vinícola portuguesa Sogrape, Salvador Guedes, disse hoje, em Luanda, estar aberto para estabelecer eventuais parcerias com os seus homólogos nacionais no sector da produção de vinho no país.
Em declarações à imprensa, durante um encontro com jornalistas, Salvador Guedes frisou, que apesar da Sogrape ser uma empresa familiar, a instituição está aberta para novas parcerias e oportunidades de negócios com homólogos angolanos interessados a investirem no sector vinícola.
Para tal, salientou, a Sogrape deverá estudar e analisar bem as propostas e projectos dos eventuais parceiros nacionais, afim de avaliar as reais possibilidades e benefícios para ambas as partes envolvidas no projecto.
Informou que pondera produzir vinho em Angola, facto que ainda não aconteceu devido a pouca informação que possui relativamente ao cultivo e potencial produção vinícola no país.
Realçou que há possibilidades da empresa produzir vinho em Angola, como faz no Chile, Argentina e Nova Zelândia, mas para tal necessita de um estudo de viabilidade.
“Não nos falta coragem e interesse para investir na produção vinícola em Angola, mas por enquanto temos pouca informação sobre a produção vinícola no país. Como empresários temos que estabelecer um equilíbrio entre a produção, investimento e rendimento, e temos que ter dados suficientes para arrancar com o projecto”, argumentou.
Sobre os seus investimentos no país, o administrador revelou que a empresa tem um rendimento anual de cerca de oito milhões de euros, embora que em 2010 houve uma quebra na facturação.
“Actuamos no mercado angolano acerca de sete anos e durante esse tempo temos obtido êxitos nos negócios, embora que o ano de 2010 foi um período difícil, no qual a empresa registou uma queda na facturação. Em 2011 houve melhorias nos negócios e temos boas perspectivas para 2012”, frisou.
Segundo o administrador, Angola é um dos principais mercados da Sogrape, que foi a primeira empresa produtora de vinhos a abrir uma representação dedicada inteiramente para interagir com os revendedores e consumidores nacionais.
O mercado angolano, referiu, representa quatro porcentos de toda a exportação vinícola da empresa, números que tende em aumentar com a produção de vinhos específicos para os consumidores do país.
Avançou que a Sogrape tem produzido vinhos exclusivamente a pensar no consumidor angolano, geralmente com um sabor mais adocicado, ao mesmo tempo que melhora a sua qualidade vinícola.
Reconheceu que, o consumidor nacional está cada vez mais exigente e a concorrência mais apertada, factores que estão a contribuir na melhoria dos vinhos importados pelo país.
“Nesta altura, Angola é o principal destino da importação dos vinhos portugueses, assim como se regista a grande entrada de produtos vinícolas da África do Sul, Chile e Argentina, facto que faz do país um mercado está cada vez mais concorrido, mas essa disputa encaramos como um desafio que ajuda a promover a qualidade e quem saí a ganhar é o consumidor”, observou.
A Sogrape Investimentos é uma empresa portuguesa, com sede em Avintes, Vila Nova de Gaia, que se dedica ao cultivo, produção e exportação de vinho, actuando há cerca de sete anos no mercado angolano.
A empresa, que actua em mais 126 países no mundo, é detentora das marcas de vinho Casa Ferreirinha, Constantino, Ferreira, Finca, Flichman, Gazela, Grão Vasco, Herdade do Peso, Mateus, Morgadio da Torre, Offley, Planalto, Quinta de Azevedo, Quinta dos Carvalhais, Robertson, Sandeman, Sogrape Reservas, Terra Franca e Vila Régia.