hCidade do Cabo (Da enviada da Angop) - A Empresa Nacional de Diamantes de Angola (ENDIAMA –EP) trabalha neste momento na criação de uma estrutura de comercialização e na procura de parceiros que possam garantir logística e equipamentos aos trabalhadores artesanais, disse hoje, em Cape Town, África do Sul , um dos administradores da concessionária.
Por falta de capacidade para começar a exercer esta actividade e de equipamentos adequados, estamos a procura de parceiros para garantir logística e suporte em termos de meios de trabalho artesanais, disse Paulo Vicka.
Explicou que na mineração, tal como em outros sectores, também existem trabalhadores informais e formais. A título de exemplo, apontou recursos como o ouro e o diamante que ainda têm uma forte participação no sector artesanal informal.
Por isso, " o nosso trabalho é o de atrair os que estão na área informal para a formal e cada governo tem de fazer o possível de tirar este segmento da economia do sector informal, disse Paulo Vicka também presidente do grupo de trabalho de exploração artesanal de diamantes aluvionares do processo Kimber.
Por este facto, o sector diamantífero angolano está a distribuir senhas mineiras aos chamados garimpeiros de forma a transformá-los em trabalhadores artesanais com o objectivo de aumentar a renda familiar, reduzir a pobreza e o desemprego.
Neste sentido, a Endiama prevê distribuir senhas mineiras aos municípios do Lucapa, Xamuteba e Nzangi (Lunda Norte), e outros.
Como presidente do grupo de trabalho de exploração artesanal de diamantes aluvionares do processo kimber, Paulo Vick afirmou que durante cinco anos na presidência, Angola criou os termos de referência, o plano de acção e começou a trabalhar pelo reforço dos controlos internos, recomendando a cada país a avançar com a reforma legislativa de modo a poder atrair o maior número possível de operadores do sector artesanal informal para o formal.
Integra este grupo de trabalho, os governos, países produtores e consumidores de diamante e a sociedade civil.