Nambuangongo – O administrador comunal do Kixico, Eliseu Gomes Neto, convidou hoje, quarta-feira, o empresariado nacional e estrangeiro a investir nesta região da província do Bengo para contribuir para o desenvolvimento da localidade.
Em entrevista à Angop, o responsável fez referência ao rico potencial daquela localidade no domínio da agricultura, acrescentando que necessita de ser muito mais explorado para garantir o bem-estar dos cidadãos.
Frisou que o desenvolvimento e crescimento socioeconómico da comuna requerem a contribuição e participação de todos os naturais e amigos da localidade.
Realçou, no entanto, que sejam desenvolvidos mais projectos de domínio da saúde, educação, energia e água e saneamento básico, conforme o Programa de Combate à Fome e à Pobreza, para melhorar a qualidade de vida da população.
Apontou a reabilitação das vias de acesso como principal prioridade do seu pelouro, como forma de atrair os investidores e permitir o rápido desenvolvimento da região.
Segundo Eliseu Neto, a degradação do troço rodoviário que liga a sede municipal de Nambuangongo (Muxaluando) à comuna do Kixico está a dificultar igualmente o escoamento de produtos agrícolas para o centro urbano da circunscrição.
O administrador comunal do Kixico, disse que o comércio de produtos agrícolas é actualmente nulo na região, razão pela qual grandes quantidades estão a deteriorar-se.
Explicou que a população do Kixico produz amendoim, batata-doce, mandioca, café, banana e outros produtos que são evacuados para a sede do município (Muxaluando) e para a cidade de Caxito (capital da província), mas as trocas comerciais tornaram-se, nos últimos tempos, muito difícil devido ao mau estado da estrada e falta de transporte.
Assegurou que essa situação faz com que os comerciantes e empreiteiros tenham dificuldade em afluir à comuna do Kixico, que dista a 35 quilómetros do Muxaluando, sede municipal de Nambuangongo.
A comuna do Kixico, situado a 145 quilómetros a norte da cidade de Caxito, capital da província do Bengo, conta com seis mil habitantes, distribuídos em nove aldeias que se dedicam, maioritariamente, à actividade agrícola e à caça.