Beinjing - As trocas comerciais entre Angola e a China aumentaram em 11,5 porcento em 2011, o equivalente a 24,88 mil milhões de dólares, o que coloca Angola como o segundo parceiro chinês nos países lusofónos.
Segundo estatísticas divulgadas quinta-feira pelo Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum Macau, as vendas de Angola à China atingiram 24,88 mil milhões de dólares, mais 9,12 porcento que em 20101, ao passo que as compras chegaram aos 2,78 mil milhões de dólares, mais 38, 82 porcento face àquele ano.
A estatística restrita ao mundo lusofóno aponta as trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa aumentaram 28,2 por cento em 2012, face a 2010, na ordem dos 117,2 mil milhões de dólares.
A china comprou nos 12 meses de 2011, dos oito países lusófonos, produtos no valor de 78,9 mil milhões de dólares, mais 27,6 porcento do que no ano anterior, exportando, por outro lado, produtos no valor de 38,2 mil milhões de dólares, o que representa um aumento de 29,4 porcento em relação a 2010.
O Brasil manteve-se como o principal parceiro económico da China, com um volume de trocas comerciais de 84,5 mil milhões de dólares (64,3 mil milhões de euros), mais 35,2 porcento do que em 2010.
As exportações brasileiras ascenderam a 52,64 mil milhões de dólares (40 mil milhões de euros), enquanto as compras à China totalizaram 31,85 mil milhões de dólares (24,2 mil milhões de euros), mais 38,4 porcento e 30,2 porcento, respectivamente, do que em 2010.
Com Portugal, o terceiro parceiro económico da China na lusofonia, as trocas comerciais registaram em 2011 um acréscimo de 21,28 porcento para 3,96 mil milhões de dólares (três mil milhões de euros) numa balança comercial claramente favorável a Pequim, que vendeu produtos no valor de 2,80 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros), mais 11,43 porcento em termos anuais.
Mas as exportações de Portugal para a China aumentaram no ano passado 54,11 porcento para 1,16 mil milhões de dólares (883 milhões de euros).
Só em dezembro, as trocas comerciais entre a China e a lusofonia atingiram 9,9 mil milhões de dólares (7,5 mil milhões de euros), menos 10 porcento face a Novembro.
As importações do gigante asiático atingiram 6,9 mil milhões de dólares (5,2 mil milhões de euros), menos 10 por cento face a Novembro, e as exportações 2,9 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros), representando também uma queda de nove por cento face ao mês anterior.
Os dados divulgados incluem São Tomé e Príncipe, apesar de este país manter ligações com Taiwan, ilha que a China ameaça "usar a força" se declarar a independência e que não participa directamente no Fórum Macau.
A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como a sua plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003, ano em que criou o Fórum Macau que reúne ao nível ministerial de três em três anos.