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04-02-2012 14:06

Resenha Económica da Semana
Tomada de posse da nova direcção da Endiama constitui destaque da semana

Luanda - A tomada de posse do novo Conselho de Administração da Empresa Nacional de Diamantes de Angola, ENDIAMA-EP, companhia que prevê, para este ano, a retomada das operações dos projectos diamantíferos Luarica, Calonda e da antiga SML denominada Úari, constitui destaque do noticiário económico da semana.
 
 
No acto que empossou António Carlos Sumbula no cargo de Presidente do Conselho de Administração, o ministro da Economia, Abrahão Gourgel, encorajou a direcção da ENDIAMA a aproveitar a recuperação que se registou em 2011 (em termos de preços) do diamante angolano, como resultado de uma estratégia implementada pelo conselho para reforçar o volume de negócios da empresa.
 
 
Em termos jurídicos e regulamentares, o governante frisou que gostaria que fossem criadas condições para aceleração de um contrato programa para que o novo conselho tenha maior facilidade em alcançar melhores resultados.
 
 
Por sua vez, o ministro da Geologia, Minas e da Indústria, Joaquim David, disse que Angola tradicionalmente produz diamante de origem aluvionar e possui já um kimberlito de referência (Catoca) no contexto diamantífero mundial.
 
 
Para o presidente do Conselho de Administração da Endiama-EP, António Carlos Sumbula, a empresa vai trabalhar para aplicar a estratégia do Executivo delineada para o sub-sector dos diamantes e incrementar a actividade na área de prospecção de diamantes.
 
 
Outro destaque da semana é a participação de Angola na reunião de peritos para cooperação económica e empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), evento que debate, entre outros aspectos, “Aliança estratégica para a promoção do comércio e crescimento” e “O posicionamento dos estados-membros nos diferentes blocos de integração económica em que se inserem”.
 
 
As relações financeiras na CPLP e desenvolvimento do capital humano, língua e cultura como bases para a cooperação económica e a afirmação da CPLP, surgem como outros temas em discussão na reunião.
 
 
Ainda no decurso dos últimos sete dias, a Associação Industrial de Angola (AIA) sugeriu que a competitividade dos sectores produtivos e de serviços de Angola deve potenciar a economia nacional, para poder competir na região, onde a referência é a África do Sul.
 
 
A AIA considera que o desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas e cooperativas agro empresariais de empresas agrícolas e grandes empresas é uma necessidade imprescindível e urgente para poder competir com as importações no quadro actual.
 
 
A zona de livre comércio, indicou, onde África do Sul e RDCongo serão os “grandes” concorrentes de Angola, um a Sul e outro a Norte, é um espaço para os angolanos poderem evidenciar as suas vantagens comparativas, se as souberem transformar em superioridades competitivas.
 
 
Internamente, o Ministério do Comércio anunciou a prorrogação de 31 de Janeiro para 31 de Março próximo do prazo de validade dos alvarás licenciados para o exercício do comércio misto (a grosso e a retalho).
 
 
A prorrogação do prazo deveu-se ao elevado número de alvarás emitidos na referida modalidade.
 
 
No sector bancário, mereceu realce a publicação dos resultados líquidos do Banco Espírito Santo Angola (BESA), que em 2010, atingiu os 331 milhões e 386 mil dólares norte-americanos, de acordo com dados da instituição.
 
 
De 2009 a 2010, a diferença foi de 119 milhões e 715 mil dólares norte-americanos, ao passo que no exercício de 2009, o resultado líquido cifrou-se em USD 211 milhões e 671 mil.
 
 
Quanto ao activo, aquela instituição registou, em 2010, sete biliões, 892 milhões e 132 mil dólares norte-americanos, mais um bilião e 464 milhões e 757 mil comparativamente à 2009, ano em que se atingiu uma cifra de seis biliões, 427 milhões e 375 mil dólares.
 
 
Relativamente a crédito, em 2010, a carteira do BESA atingiu três biliões, 712 milhões e 887 mil dólares norte-americanos, contra dois biliões, 410 milhões e 746 mil dólares norte-americanos.
 
 
Ainda no sector bancário, constituiu matéria de capa a inauguração da primeira agência do Standard Bank em Luanda, instituição financeira que está no país desde 2005.





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