Luanda- O presidente da KPMG Angola, José Luís Silva, considerou hoje, em Luanda, que a auditoria constitui, em qualquer economia, uma actividade fundamental e estruturante para a qualidade de informação financeira prestada pelas empresas.
“Em Angola não pode ser diferente se o país quiser afirmar-se nos mercados internacionais. Ainda continuamos a assistir muitas empresas angolanas sem auditoria”, disse José Luís Silva em entrevista à Angop.
Quanto às empresas que se escapam à fiscalidade, referiu que as que fogem ao fisco têm dificuldade em aplicar as boas práticas, adiantando que existem razões diferenciadas para que muitas não tenham essas boas práticas.
"Um aspecto fundamental na auditoria é a obrigatoriedade", disse.
Por isso, explicou, a auditoria é importante quando os negócios crescem e são expostos ao mercado de capitais. Os bancos e os reguladores exigem como forma de obterem maior confiança.
Em relação ao facto da produção de dados estatísticos auditados ser susceptível a atracção de investimento, referiu ser uma condição fundamental, pois quem faz o investimento tem que ter confiança naquilo em que está a investir.
Referiu que a auditoria traz esta dimensão de ser um atestado e um órgão que permite atestar o grau de conformidade das demonstrações financeiras que a empresa faz.
Sublinhou que não há mercado de capitais sem obrigatoriedade de contas auditadas.
O presidente da KPMG enfatizou igualmente que hoje em dia, a banca, os mercados financeiros internacionais e os investidores privados não dispensam a auditoria.