Caxito – O governador do Bengo, João Bernardo de Miranda, criticou hoje (quinta-feira), na cidade do Caxito (Bengo), as empresas extractivas que exploram ilegalmente inerentes na região.
Segundo o governador, no Bengo existem muitas empresas extractivas que exercem a actividade ilegalmente e exortou-as a se legalizarem de acordo com a Lei das Actividades Geológicas e Mineiras.
O governante pronunciou-se num encontro promovido pela Direcção Provincial da Indústria, Geologia e Minas do Bengo que contou com participação de 76 empresas extractivas das 266 inscritas.
Explicou ainda que o encontro realizado hoje visa promover a parceria entre o Governo do Bengo e as empresas extractivas que operam na região.
Solicitou às empresas extractivas que pagam impostos em outras províncias do país a mostrarem os comprovativos que confirmam o cumprimento das suas obrigações.
Adiantou que o Governo local pretende transferir as empresas extractivas que desenvolvem a sua actividade próximo de áreas habitadas para outras localidades, devido à poluição que é um problema de saúde humana.
João Bernardo de Miranda reconheceu o esforço das empresas extractivas na reconstrução do país, tendo solicitado maior colaboração entre o Governo e a população.
Alertou as empresas que operam no Bengo a cumprirem com as suas responsabilidades sociais no sentido de colaborarem para a melhoria da qualidade de vida da população das áreas onde trabalham, sobretudo em relação à melhoria das vias de acesso, a construção de escolas, postos médicos, entre outras acções de impacto social que possam ajudar as comunidades.
No encontro, os participantes abordaram questões relacionadas com a observância da lei de concessão dos direitos de exploração, o regime fiscal, o impacto ambiental e os projectos sociais.